AraguanãMA
11.347 habitantes · IBGE 2100873
Resumo socioambiental
Araguanã/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a apenas 12,6% em 2024, ante mediana nacional de 73,2% e média estadual de 53,5% — posicionando o município no percentil 2, ou seja, entre os piores do país. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou para 82,3% em 2024 (alta de 27,6% em relação ao ano anterior), muito acima da mediana nacional de 29,1% e da média do Maranhão de 57,3%, colocando o município no percentil 98. Essa combinação revela um sistema de abastecimento simultaneamente pouco abrangente e extremamente ineficiente, com a maior parte da água tratada sendo desperdiçada antes de chegar à população.
O cenário de esgotamento sanitário e destinação de resíduos também é preocupante. Apenas 36,6% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,9%, enquanto 50,4% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos — mais de três vezes a mediana nacional de 14,9% e acima da média estadual de 29,4% (percentil 93). Houve melhora relativa desde 2010 (quando o índice era 62,3%), mas o problema permanece estrutural. Essa deficiência ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 51,5% desde 2010, atingindo 4.551 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de aumento que contrasta com a necessidade de expansão da coleta.
Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 168.221 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de 56,9% frente ao ano anterior, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 56. A série histórica mostra grande volatilidade, com pico de quase 940 mil tCO₂e em 2023, provavelmente associado a fontes não relacionadas a energia ou resíduos, dado que essas categorias têm magnitude muito menor. As emissões de energia, embora tenham crescido 83,6% desde 2010, permanecem em patamar baixo (6.951 tCO₂e, percentil 27), indicando que a matriz energética não é o principal vetor de emissões do município.
Em síntese, Araguanã enfrenta um dos quadros mais frágeis de saneamento do país, com baixíssima cobertura de água, altíssima perda hídrica e deficiência grave na gestão de resíduos sólidos. A ausência de investimentos consistentes em infraestrutura sanitária compromete tanto a saúde pública quanto a eficiência ambiental, e a volatilidade nas emissões de GEE sugere necessidade de melhor monitoramento das fontes emissoras para orientar políticas públicas municipais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
12.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
82.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
36.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
168.221 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.551 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.951 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
