AraiosesMA

40.278 habitantes · IBGE 2100907

IA

Resumo socioambiental

Araioses/MA apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 17,8% dos domicílios em 2022, valor irrisório frente à mediana nacional de 76,5% e ao percentil 2, o que coloca o município entre os piores do país nesse quesito. A coleta de resíduos também é insuficiente, alcançando 32,6% dos domicílios em 2022 (percentil 4 nacional), enquanto o destino inadequado de resíduos afeta 65,2% dos domicílios — mais de quatro vezes a mediana nacional de 14,9%, posicionando o município no percentil 98, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador.

Um ponto de destaque positivo é a perda de água, que caiu de 80,6% em 2021 para 19,2% em 2022, redução acumulada de 76,4% desde o início da série e agora melhor que a mediana nacional (29,9%) e que o percentil da UF (56,3%), situando o município no percentil 22. Essa melhoria sugere possível investimento recente em infraestrutura de distribuição, mas contrasta com a estagnação da cobertura de água, que segue em patamar baixíssimo — indicando que ganhos de eficiência na rede existente não foram acompanhados de expansão do acesso à população.

Em emissões de GEE, o município reduziu o total de 374.829 tCO₂e em 2010 para 215.375 tCO₂e em 2024 (-42,5%), mas ainda está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 62. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 44,0% no período, atingindo 14.412 tCO₂e em 2024 (percentil 76 nacional), movimento coerente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares — evidenciando que a gestão de resíduos sólidos é o principal vetor de pressão ambiental do município. As emissões de energia permanecem próximas da mediana nacional (19.051 tCO₂e em 2024 vs. 18.929 tCO₂e), indicador menos crítico relativamente aos demais.

Em síntese, Araioses enfrenta desafios estruturais graves em água e destinação de resíduos, com défices de acesso muito superiores à média nacional, o que se reflete diretamente no crescimento das emissões de resíduos. A melhoria expressiva na perda de água mostra capacidade de avanço quando há investimento direcionado, sugerindo que políticas semelhantes de ampliação de cobertura e destinação adequada de resíduos poderiam gerar ganhos simultâneos em saúde pública e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.6%

2024

29
51.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

32.6%

2022

4
31.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

65.2%

2022

2
13.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

215.375 tCO₂e

2024

38
42.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.412 tCO₂e

2024

24
44.0% no período

Emissões de energia

SEEG

19.051 tCO₂e

2024

50
1.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.