AramariBA

10.122 habitantes · IBGE 2902203

IA

Resumo socioambiental

Aramari/BA apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 49,6% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 19 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Mais grave ainda é a trajetória da perda de água na distribuição, que saltou de 15,3% em 2008 para 45,1% em 2022, um aumento de 193,6% no período, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (35,0%). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento local.

O cenário de esgotamento sanitário segue padrão semelhante: a coleta domiciliar recuou de 50,8% em 2010 para 42,4% em 2022, enquanto o destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 49,2% para 34,0% no mesmo período, ainda supera consideravelmente a mediana nacional (14,9%) e a estadual (17,1%), colocando o município no percentil 79 — entre os piores do Brasil nesse indicador. A persistência de destinação inadequada em mais de um terço dos domicílios, associada à baixa cobertura de coleta, ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 24,9% desde 2010, atingindo 5.266 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em relação às emissões totais de GEE, Aramari registrou 93.493 tCO₂e em 2024, com alta expressiva de 119,2% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 38. As emissões de energia, embora tenham quase dobrado no período (+92,3%, chegando a 2.946 tCO₂e), permanecem muito baixas frente ao contexto nacional (percentil 11), indicando que o setor energético não é o principal vetor de pressão ambiental do município — ao contrário do saneamento, que concentra as maiores fragilidades.

Os registros hidrológicos de 2016 (2 ocorrências de cheia e 3 de seca) situam o município em percentis elevados (87 e 68, respectivamente) frente à distribuição nacional, sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos que pode ser agravada pela precariedade da infraestrutura de água e esgoto. Em síntese, o desafio prioritário para a gestão municipal está no eixo saneamento: a associação entre baixa cobertura, perdas crescentes na distribuição e destinação inadequada de dejetos configura um quadro que demanda investimentos urgentes em infraestrutura hídrica e sanitária, com potencial de reduzir também as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.3%

2024

48
39.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.7%

2024

44
4.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.4%

2022

9
16.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.0%

2022

21
30.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

93.493 tCO₂e

2024

62
119.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.266 tCO₂e

2024

56
24.9% no período

Emissões de energia

SEEG

2.946 tCO₂e

2024

89
92.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.