ArameMA

26.191 habitantes · IBGE 2100956

IA

Resumo socioambiental

Arame/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 28,8% dos domicílios (2022), ante mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 59,6% — o município figura no percentil 6, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. A situação é agravada pela perda de água de 75,3% (2022), muito superior à mediana nacional de 29,9% e à mediana do Maranhão de 56,3%, posicionando o município no percentil 98 (entre os piores 2% do Brasil). Essa combinação — baixa cobertura e altíssimo desperdício — indica rede de abastecimento extremamente ineficiente e insuficiente para atender a população.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. A coleta de esgoto atinge apenas 35,5% dos domicílios (2022), com queda de -6,1% desde 2010, enquanto 56,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos (2022), taxa quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da mediana estadual (29,4%), colocando o município no percentil 96. Esse déficit sanitário estrutural provavelmente contribui para o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que somaram 14.455 tCO₂e em 2024 — alta de +66,1% desde 2010, embora com recuo nos últimos três anos —, superando a mediana nacional de 5.787 tCO₂e (percentil 77).

No aspecto climático mais amplo, as emissões totais de GEE do município alcançaram 5.586.344 tCO₂e em 2024, valor extraordinariamente elevado frente à mediana nacional de 138.513 tCO₂e, situando Arame no percentil 99 do país — patamar típico de municípios com grande influência do uso da terra e mudanças de cobertura vegetal, dada a magnitude muito superior à das emissões de energia (22.450 tCO₂e) e resíduos combinadas. Houve retração de -11,3% em relação a 2010, mas a série é volátil, com picos superiores a 9 milhões de tCO₂e em 2016.

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo à mediana estadual (2,714), no percentil 50 relativo ao Maranhão. Os registros de eventos extremos são pontuais (1 cheia em 2016, nenhuma seca registrada), mas a fragilidade da infraestrutura hídrica e sanitária existente sugere vulnerabilidade a impactos futuros. Em conjunto, os indicadores apontam para a urgência de investimentos em saneamento básico como eixo prioritário, com potencial de reduzir simultaneamente as emissões de resíduos e melhorar a segurança hídrica do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.4%

2024

4
2.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

79.7%

2024

3

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.5%

2022

6
6.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

56.9%

2022

4
8.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

5.586.344 tCO₂e

2024

1
11.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.455 tCO₂e

2024

24
66.1% no período

Emissões de energia

SEEG

22.450 tCO₂e

2024

46
17.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.