ArantinaMG

2.991 habitantes · IBGE 3103603

IA

Resumo socioambiental

Arantina apresenta um quadro sanitário misto, com pontos fortes em coleta e pontos críticos em tratamento de esgoto e perdas de água. A coleta de esgoto atinge 100,0% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a média do estado (85,0%), colocando o município no percentil 100. Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2010, enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5% (2022) — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um risco relevante para corpos hídricos e saúde pública que contrasta com o bom desempenho na coleta.

O abastecimento de água também merece atenção: a cobertura caiu para 79,1% em 2022, uma retração de -15,2% frente a níveis históricos acima de 90% (2010-2018), ainda que o valor supere a mediana nacional (76,5%) e fique perto da média estadual (84,3%, percentil 54). Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 38,8% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), percentil 69 —, refletindo ineficiência na rede que agrava a queda de cobertura observada no mesmo período.

Na gestão de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho: 94,2% dos domicílios têm coleta (2022, +1,0% desde 2010), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), com apenas 4,1% de destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), percentil 21. Esse resultado positivo, entretanto, não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que subiram +15,7% desde 2010, atingindo 1.730 tCO₂e em 2024 — indicando que a boa cobertura de coleta não necessariamente reduz as emissões associadas ao destino final dos resíduos.

Em termos de emissões totais de GEE, Arantina soma 14.273 tCO₂e em 2024 (+69,9% desde 2010), valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte do município (percentil 6). As emissões de energia cresceram 32,4% no período, atingindo 2.127 tCO₂e, também bem abaixo da mediana nacional. Não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), sem dados recentes para monitorar eventos extremos. O principal desafio ambiental do município permanece na infraestrutura de saneamento — sobretudo a ausência de tratamento de esgoto e o aumento das perdas de água —, que exige investimento prioritário para reverter a tendência de queda na cobertura hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.3%

2024

55
18.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

36.1%

2024

35

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.2%

2022

88
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.1%

2022

79
38.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

14.273 tCO₂e

2024

94
69.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.730 tCO₂e

2024

91
15.7% no período

Emissões de energia

SEEG

2.127 tCO₂e

2024

93
32.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.