ArarendáCE

11.485 habitantes · IBGE 2301257

IA

Resumo socioambiental

Ararendá/CE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente. A cobertura de água atingiu 52,8% em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 23 do país. Mais preocupante é a trajetória: após atingir 95,5% em 2023, a cobertura caiu abruptamente para 52,8% em 2024, revertendo anos de avanço contínuo desde 2017. A perda de água na distribuição, de 27,3% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e melhor que a UF (40,5%), mas também retomou tendência de alta após o patamar baixo de 2021 (10,2%).

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 44,0% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%), colocando Ararendá no percentil 10 nacional — entre os piores do país. Coerentemente, o destino inadequado de esgoto atinge 41,6% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 87, indicando alta exposição a riscos sanitários e ambientais. Ainda que tenha havido melhora desde 2010 (quando o destino inadequado era 54,5%), o ritmo é insuficiente e a cobertura de coleta inclusive regrediu 3,4% no período.

Em emissões de gases de efeito estufa, o município permanece relativamente pequeno em termos absolutos: 66.365 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 28. Contudo, houve crescimento expressivo de 94,9% desde 2010, com destaque para as emissões de energia, que saltaram 178,6% no período, refletindo maior consumo energético municipal. As emissões de resíduos também cresceram 41,9% desde 2010, atingindo 5.070 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional, mas em trajetória ascendente que dialoga com a baixa cobertura de coleta de esgoto e a gestão ainda incipiente de resíduos.

Os registros hidrológicos de 2016, embora datados, mostram vulnerabilidade a eventos extremos: a seca observada (17 registros) colocou o município no percentil 97 nacional, indicador de forte exposição à estiagem, típica do semiárido cearense. Essa vulnerabilidade climática, combinada à fragilidade do saneamento, sugere que investimentos em ampliação e estabilização da cobertura de água e esgoto — revertendo a queda abrupta de 2024 — devem ser prioridade para reduzir riscos sanitários e aumentar a resiliência do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.8%

2024

23
48.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.3%

2024

55

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.0%

2022

10
3.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.6%

2022

13
23.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

66.365 tCO₂e

2024

72
94.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.070 tCO₂e

2024

57
41.9% no período

Emissões de energia

SEEG

9.046 tCO₂e

2024

67
178.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.