ArariMA

30.521 habitantes · IBGE 2101004

IA

Resumo socioambiental

Arari/MA apresenta um quadro de saneamento marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 99,4% em 2022, com salto expressivo de +54,9% desde 2012 (64,2%), superando a mediana nacional (76,5%) e o próprio estado do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 87. As perdas de água, por sua vez, caíram para 7,8% em 2022 (ante 11,0% em 2012), nível bastante inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (56,3%), indicando gestão eficiente da rede de distribuição.

O mesmo não se observa no esgotamento sanitário: a coleta de esgoto estagnou em 32,1% desde 2012, sem nenhuma evolução registrada, e o tratamento permanece em 0,0%, valores muito abaixo das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente). Essa lacuna se reflete também nos domicílios: apenas 54,9% têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares ainda atinge 41,2%, quase três vezes a mediana nacional (14,9%), embora tenha melhorado -18,5% desde 2010 (50,5%). Esse cenário de infraestrutura sanitária incompleta é coerente com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram +75,2% desde 2010, chegando a 15.170 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que saltaram +402,7% entre 2010 e 2024, atingindo 1.329.353 tCO₂e, com pico de 1.778.781 tCO₂e em 2022 — colocando o município no percentil 92 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram significativamente (+231,7%, para 21.557 tCO₂e), ligeiramente acima da mediana nacional. Esses números sugerem forte pressão de fontes não relacionadas ao saneamento (provavelmente mudança de uso da terra), exigindo investigação adicional sobre os drivers dessas emissões.

Em síntese, Arari avançou de forma notável no abastecimento de água e no controle de perdas, mas mantém déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, com efeitos diretos sobre as emissões municipais. Os registros de cheia (1) e seca (2) em 2016, embora pontuais, reforçam a necessidade de monitoramento climático contínuo. Recomenda-se priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em universalização da coleta de resíduos, dado que essas lacunas estão diretamente associadas ao aumento das emissões de GEE do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.0%

2024

37
0.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.1%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

28.0%

2024

53
154.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.9%

2022

20
10.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.2%

2022

14
18.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.329.353 tCO₂e

2024

8
402.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.170 tCO₂e

2024

23
75.2% no período

Emissões de energia

SEEG

21.557 tCO₂e

2024

47
231.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.