AraricáRS

8.794 habitantes · IBGE 4300877

IA

Resumo socioambiental

Araricá/RS apresenta desempenho de saneamento muito acima dos padrões nacionais, mas com sinais de estagnação de dados e crescimento expressivo nas emissões de gases de efeito estufa. O tratamento de esgoto atingiu 100,0% em 2013, sem série mais recente disponível, valor muito superior à mediana nacional de 37,7% e à média do Rio Grande do Sul de 30,8% (2022). A coleta de resíduos domiciliares alcançou 93,8% em 2022, colocando o município no percentil 87 nacional, embora tenha recuado 5,4% frente aos 99,0% registrados em 2010. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos é baixíssimo, 0,9% em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 14,9%, situando o município no percentil 6 (quanto menor, melhor).

Por outro lado, as emissões de GEE do município mostram trajetória preocupante. O total passou de 18.060 tCO₂e em 2010 para 37.865 tCO₂e em 2024, alta de 109,7% no período, embora com recuo em relação ao pico de 51.546 tCO₂e em 2014. O principal motor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões saltaram 332,5% desde 2010, chegando a 23.540 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e, colocando o município no percentil 55. As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente, atingindo 3.231 tCO₂e em 2024 (+83,2% desde 2010), ainda assim abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e (percentil 27), o que indica coerência entre a boa cobertura de coleta e destinação e um nível comparativamente controlado de emissões desse setor.

Do ponto de vista de infraestrutura, o município conta com apenas 1 ETE (2020) e 1 unidade de destinação de resíduos (2024), números compatíveis com a mediana nacional para municípios de pequeno porte, mas que exigem atenção quanto à resiliência do sistema diante de um único ativo operacional. Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 2 ocorrências de cheia e 1 de seca, valores baixos em termos absolutos, mas que posicionam o município nos percentis 87 e 59 nacionais, respectivamente, sinalizando exposição climática que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da crescente pressão do setor energético sobre o balanço de emissões locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2013

0.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.8%

2022

87
5.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.9%

2022

94
5.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

37.865 tCO₂e

2024

85
109.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.231 tCO₂e

2024

73
83.2% no período

Emissões de energia

SEEG

23.540 tCO₂e

2024

45
332.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.