ArarunaPR

14.824 habitantes · IBGE 4101705

IA

Resumo socioambiental

Araruna/PR apresenta indicadores de saneamento superiores à mediana nacional, embora com sinais de deterioração recente. A cobertura de água atingiu 93,6% em 2024, acima da mediana do país (73,2%) e próxima da média do Paraná (89,5%, percentil 83), mas o dado revela queda frente aos 100% mantidos entre 2016 e 2022, coincidindo com aumento da perda de água para 18,9% em 2024 — ainda inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (29,0%), porém o maior valor da série histórica do município, o que indica necessidade de atenção à manutenção da rede.

O esgotamento sanitário também mostra avanço consistente desde 2009, quando a coleta era de apenas 17,7%. Em 2024, a coleta chegou a 71,2% e o tratamento a 69,2%, ambos acima das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente), embora abaixo da média paranaense (82,9% e 78,8%). Nota-se, contudo, retração entre 2021 (82,1% de coleta) e 2023 (64,8%), com recuperação parcial em 2024 — padrão que sugere descontinuidade operacional ou de reporte, e reforça a necessidade de ampliar a capacidade das ETEs, hoje limitada a apenas 1 unidade (2020), no percentil 77 nacional mas muito distante das 279 unidades médias do estado.

Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram para 96.699 tCO₂e em 2024 (-11,2% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 39. As emissões de resíduos, porém, somaram 7.670 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 58) — um contraponto relevante, já que a coleta domiciliar evoluiu para 87,5% (2022) e o destino inadequado de resíduos caiu para 10,0% (queda de 49,2% desde 2010), indicando que a redução da disposição irregular não se traduziu ainda em menor pegada de carbono do setor.

Em síntese, Araruna combina saneamento básico consolidado e emissões totais controladas, mas enfrenta desafios pontuais: aumento da perda de água, oscilação na cobertura de esgoto e emissões de resíduos acima da mediana nacional. O investimento em manutenção da infraestrutura hídrica e na eficiência do tratamento de resíduos são frentes prioritárias para sustentar os ganhos já obtidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.6%

2024

83
14.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

71.2%

2024

61
302.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

69.2%

2024

76
220.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.9%

2024

78
47.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.5%

2022

71
8.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.0%

2022

61
49.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

96.699 tCO₂e

2024

61
11.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.670 tCO₂e

2024

42
11.5% no período

Emissões de energia

SEEG

22.442 tCO₂e

2024

46
8.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.