ArceburgoMG

9.348 habitantes · IBGE 3104106

IA

Resumo socioambiental

Arceburgo apresenta um saneamento básico consolidado e superior à média nacional, com destaque para o tratamento de esgoto, que atingiu 73,4% em 2022 — bem acima da mediana brasileira (37,7%) e da média mineira (44,5%), posicionando o município no percentil 72 do país. A coleta de esgoto também é robusta, em 92,3% (2021), acima da mediana nacional (87,8%). A perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, está em 13,9% (2022), significativamente inferior à mediana nacional (29,9%) e à média de Minas Gerais (35,0%), o que reflete boa gestão operacional do sistema hídrico, ainda que a cobertura de água (87,0%) tenha oscilado nos últimos anos e não tenha retornado aos 100% observados em 2008-2009.

No recorte de resíduos domiciliares, o município se destaca positivamente: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu de 9,9% (2010) para 1,7% (2022), redução de 83,3%, e está bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (7,4%). Essa evolução é coerente com a alta cobertura de coleta domiciliar (91,2%), acima da mediana do país (76,9%). Contudo, as emissões de resíduos cresceram 22,5% desde 2010, alcançando 5.941 tCO₂e em 2024, o que sugere aumento do volume gerado mesmo com boa cobertura de coleta, um ponto de atenção para políticas de redução na fonte e reaproveitamento.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 83.693 tCO₂e em 2024, com queda de 2,1% desde 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Arceburgo no percentil 35. Entretanto, as emissões do setor de energia cresceram 61,6% no período, chegando a 38.386 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente desse setor sobre o balanço local de emissões. Em contrapartida, a matriz energética renovável do município está estagnada: a potência solar instalada permanece em 750 kW desde 2016, sem crescimento, e abaixo da mediana nacional (908 kW), enquanto a potência hidráulica (2 MW) e de biomassa (1 MW) também estão abaixo das medianas do país, sinalizando espaço para investimento em geração distribuída e diversificação da matriz local.

Em síntese, Arceburgo combina indicadores de saneamento e resíduos sólidos superiores à média nacional com um desempenho climático moderado, pressionado pelo crescimento das emissões de energia e pela estagnação da capacidade renovável instalada. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes, mas reforça a recomendação de atualização desses dados para o monitoramento territorial.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.6%

2024

82
7.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.9%

2024

85
8.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

72.6%

2024

79

Perda de água

SNIS/SINISA

16.6%

2024

84
35.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.2%

2022

80
1.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.7%

2022

90
83.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

SolarHidráulicaBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

750 kW

2024

47
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

30
209.1% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

750 kW

2024

47
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.693 tCO₂e

2024

65
2.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.941 tCO₂e

2024

52
22.5% no período

Emissões de energia

SEEG

38.386 tCO₂e

2024

36
61.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.