ArealRJ

12.236 habitantes · IBGE 3300225

IA

Resumo socioambiental

Areal/RJ apresenta um quadro sanitário misto, com excelência no abastecimento de água, mas retrocesso relevante na coleta de resíduos. A cobertura de água atingiu 99,5% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (89,1%), colocando o município no percentil 87 do país. As perdas no sistema de distribuição são praticamente nulas (0,0% em 2022, percentil 1 nacional — ou seja, entre as menores perdas do Brasil), resultado de uma trajetória de forte redução desde 2016, quando chegaram a 21,6%. Por outro lado, a coleta domiciliar de resíduos caiu de 96,0% em 2010 para 52,7% em 2022, uma queda de 45,1 pontos percentuais que posiciona o município abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,0%), no percentil 17 — um sinal de alerta que contrasta com a qualidade da gestão hídrica.

Essa fragilidade na coleta de resíduos ajuda a explicar o comportamento anômalo das emissões de GEE ligadas a resíduos, que subiram 30,1% entre 2010 e 2024, atingindo 10.738 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 68, indicando que o setor é proporcionalmente mais relevante nas emissões locais do que na maioria dos municípios brasileiros. Em contrapartida, o destino inadequado de domicílios é baixo (1,8% em 2022, percentil 11, abaixo da mediana nacional de 14,9%), sugerindo que, apesar da menor cobertura de coleta formal, a disposição final não está entre as piores do país — possivelmente por soluções alternativas não capturadas plenamente pelos indicadores de coleta.

No balanço geral de emissões, Areal reduziu suas emissões totais de GEE em 28,6% entre 2010 e 2024 (de 44.994 para 32.106 tCO₂e), com percentil 13 nacional, refletindo principalmente a queda nas emissões de energia (-30,3%, para 26.338 tCO₂e), ainda que acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 57). A geração hidráulica instalada permanece estável em 27 MW desde 2010, valor superior à mediana nacional (10 MW), o que é relevante tanto para a matriz energética local quanto para o monitoramento de riscos hídricos — o único registro de cheia disponível (2016) situa o município no percentil 76 nacional, indicando exposição a eventos extremos que merece acompanhamento contínuo, especialmente diante da queda na cobertura de coleta de resíduos, que pode agravar impactos ambientais em eventos de cheia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.8%

2024

82
6.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.7%

2024

95
68.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.7%

2022

17
45.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.8%

2022

89
54.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

27 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

27 MW

2024

68
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

32.106 tCO₂e

2024

87
28.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.738 tCO₂e

2024

32
30.1% no período

Emissões de energia

SEEG

26.338 tCO₂e

2024

43
30.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.