ArealvaSP

8.280 habitantes · IBGE 3503406

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Resumo socioambiental

Arealva/SP apresenta um saneamento básico com trajetória mista: a cobertura de água caiu para 74,5% em 2024, ainda 9,2% abaixo do patamar de 2010, mas ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 52 — distante, porém, da média do estado de São Paulo (96,6%). Já a coleta de esgoto, embora tenha recuado drasticamente de 100% em 2009 para 65,2% em 2024 (queda de 34,8%), supera a mediana nacional (59,9%) e posiciona o município no percentil 54. O ponto mais forte do saneamento é o tratamento de esgoto, que atinge 92,2% em 2024, muito acima da mediana do país (33,3%) e da própria UF (66,6%), colocando Arealva no percentil 94 — um resultado de destaque que contrasta com a queda na cobertura da coleta, sugerindo que o problema não é a qualidade do tratamento, mas sim a expansão da rede coletora frente ao crescimento urbano.

Um avanço relevante é a redução da perda de água na distribuição, que caiu de 21,2% (2023) para 8,3% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), posicionando o município no percentil 4 (melhores desempenhos). Essa melhora operacional é positiva e pode estar associada a investimentos recentes em infraestrutura, mas não impede que a cobertura de água tenha caído no mesmo período — o que indica que a eficiência na distribuição melhorou, mas o acesso à rede não acompanhou esse ganho. No campo de resíduos sólidos, os domicílios com destino inadequado caíram para 6,6% em 2022 (ante 13,7% em 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do desempenho estadual (1,0%).

Nas emissões de GEE, Arealva reduziu o total para 157.760 tCO₂e em 2024, uma queda de 32,7% desde 2010, mas o valor ainda supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 54. As emissões de energia caíram para 15.788 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo ganhos de eficiência coerentes com a redução de perdas de água observada. Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram 6,8% desde 2010, chegando a 5.044 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — um sinal de atenção que dialoga com a necessidade de ampliar a coleta de esgoto e o manejo de resíduos para sustentar os ganhos ambientais já obtidos.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Arealva mostra avanços consistentes em eficiência hídrica e tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios na expansão da cobertura de água e coleta de esgoto, que devem ser priorizados pela gestão para consolidar os ganhos ambientais já conquistados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.5%

2024

52
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.2%

2024

54
34.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

92.2%

2024

94
28.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.3%

2024

96
58.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.7%

2022

57
6.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.6%

2022

69
51.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

157.760 tCO₂e

2024

46
32.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.044 tCO₂e

2024

57
6.8% no período

Emissões de energia

SEEG

15.788 tCO₂e

2024

54
25.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.