AreiaPB

23.082 habitantes · IBGE 2501104

IA

Resumo socioambiental

Areia/PB apresenta em 2022 cobertura de água de 63,6%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 34 do país. O quadro de saneamento é agravado pela ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7%), mesmo havendo 2 ETEs registradas no município em 2020 — número acima da mediana nacional (1 unidade), o que sugere infraestrutura instalada mas sem operação efetiva de tratamento. A perda de água na distribuição também é crítica: 41,9% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (37,3%), com trajetória de forte deterioração desde 2008 (6,9%), quando a variação acumulada chega a +508,1%.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar caiu para 61,4% em 2022 (de 63,5% em 2010), ficando bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos recuou de 36,6% para 27,8% no mesmo período — avanço relevante, mas ainda superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (15,4%), indicando que a melhora não foi suficiente para equiparar o município aos padrões estaduais e nacionais. Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos somaram 12.148 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de +62,7% desde 2010, e percentil 72 nacional — evidenciando que a falta de destinação adequada tem custo climático crescente.

O balanço de emissões totais de GEE foi de 113.413 tCO₂e em 2024, com salto de +170,7% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O crescimento recente é impulsionado também pelo setor de energia, que saltou de 7.916 tCO₂e (2022) para 16.371 tCO₂e em 2024, alta de +145,9% na série. Esses números, somados aos registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 (2 cheias e 13 registros de seca, ambos com percentis elevados frente ao Brasil), reforçam a vulnerabilidade climática do município.

Em síntese, Areia enfrenta um cenário de estagnação e retrocesso em saneamento básico — com perdas de água crescentes e esgoto não tratado —, associado a uma trajetória de aumento nas emissões de GEE, especialmente em resíduos e energia. A combinação de baixa cobertura de infraestrutura sanitária com aumento das emissões sugere a necessidade prioritária de investimentos em redução de perdas hídricas, reativação ou implantação efetiva de tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, dado que esses fatores estão diretamente correlacionados ao desempenho ambiental do município frente aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.5%

2024

16
13.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.1%

2024

41
230.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.4%

2022

27
3.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.8%

2022

29
23.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.413 tCO₂e

2024

56
170.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.148 tCO₂e

2024

28
62.7% no período

Emissões de energia

SEEG

16.371 tCO₂e

2024

53
145.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.