AreialPB
7.393 habitantes · IBGE 2501203
Resumo socioambiental
Areial/PB apresenta em 2022 cobertura de água de 83,0%, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 60 do país. Chama atenção, porém, a trajetória da série histórica, marcada por lacunas de dados entre 2016 e 2021 e por oscilações expressivas desde 2008, o que sugere descontinuidade na gestão ou no reporte do sistema. A coleta de esgoto evoluiu fortemente, atingindo 99,7% em 2021 (variação de +89,1% desde 2012), superando com folga a mediana nacional (87,8%) e a UF (64,8%). Essa expansão da coleta, entretanto, não veio acompanhada de tratamento: o índice de tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2012, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a média estadual de 42,7%. Isso indica que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um risco relevante para corpos hídricos e saúde pública.
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 54,3% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à UF (37,3%), colocando o município no percentil 88 (entre os piores do país nesse indicador). Esse desperdício operacional é incompatível com a boa cobertura declarada e sinaliza ineficiência na infraestrutura de saneamento, com possível necessidade de investimento em manutenção de redes. No âmbito dos resíduos sólidos domiciliares, a coleta atinge 74,7% dos domicílios (2022), ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 25,9% (2010) para 19,4% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (15,4%).
Em emissões de gases de efeito estufa, Areial mantém-se em patamar muito baixo comparado ao país: 11.546 tCO₂e em 2024, no percentil 5 nacional, bem abaixo da mediana (138.513 tCO₂e) e irrisório frente à UF. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 58,4% desde 2010, chegando a 2.923 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a persistência de destinação inadequada de resíduos e ausência de tratamento de esgoto, reforçando a necessidade de investimentos conjuntos em saneamento e gestão de resíduos. As emissões de energia também subiram 85,0% no período, embora ainda estejam no percentil 17 nacional.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas foram identificados 18 registros de seca no mesmo ano, valor abaixo da UF (2.866) porém no percentil 98 nacional, indicando maior recorrência relativa de eventos de seca no município frente ao padrão do país. Em síntese, Areial combina avanços recentes em cobertura de água e coleta de esgoto com fragilidades estruturais relevantes — ausência total de tratamento de esgoto, alta perda de água e crescimento das emissões de resíduos —, que devem ser priorizadas em políticas públicas de saneamento e gestão ambiental municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.7%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
16.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
11.546 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.923 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.116 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
