ArgiritaMG

2.725 habitantes · IBGE 3104403

IA

Resumo socioambiental

Argirita/MG apresenta saneamento básico com avanços em água e retrocessos preocupantes em esgoto. A cobertura de água atingiu 84,5% em 2024, crescimento de 15,9% desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) e a média mineira (83,3%), colocando o município no percentil 68. Já a coleta de esgoto, embora ainda alta em termos relativos (84,6%, percentil 75 nacional), recuou 15,4% frente aos 100% mantidos entre 2015 e 2021, sinalizando possível falha operacional ou mudança metodológica que merece verificação local.

O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, que caiu a 0,0% em 2024, revertendo patamares históricos de até 63,2% (2015-2016) e ficando bem abaixo da mediana nacional (33,3%) e mineira (44,6%), no percentil 24. Isso é incoerente com a existência de 1 ETE registrada no município (2020), sugerindo que a estação pode estar inoperante ou fora de operação plena — ponto que exige investigação e investimento prioritário, já que o esgoto coletado sem tratamento tende a ser lançado in natura, com impacto direto em corpos hídricos. Em contrapartida, a perda de água caiu para 7,4% em 2024, uma melhoria expressiva frente aos ~29% registrados entre 2017 e 2022, posicionando o município favoravelmente no percentil 4 nacional (quanto menor, melhor).

Nos indicadores domiciliares do Censo 2022, 78,8% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 53) e o destino inadequado caiu para 12,1%, redução de 40,8% desde 2010, embora ainda acima da média de Minas Gerais (7,4%). Essa melhoria é compatível com a queda nas emissões de resíduos (1.866 tCO₂e em 2024, -15,5% desde 2010), indicador em que o município está bem posicionado (percentil 10 nacional, mediana 6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 28.874 tCO₂e em 2024, com alta de 39,1% desde 2010 mas ainda muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 11. As emissões de energia também recuaram (-8,0%), reforçando um perfil de baixo impacto relativo comparado a outros municípios brasileiros. Não há registros de cheias ou secas reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas não indica ausência de vulnerabilidade. Em síntese, Argirita avança em cobertura de água e controle de perdas, mas o colapso no tratamento de esgoto é a prioridade mais urgente para a gestão local, com potencial relação direta com a qualidade dos recursos hídricos do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.5%

2024

68
15.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.6%

2024

75
15.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.4%

2024

96
251.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.8%

2022

53
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.1%

2022

56
40.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

28.874 tCO₂e

2024

89
39.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.866 tCO₂e

2024

90
15.5% no período

Emissões de energia

SEEG

1.867 tCO₂e

2024

94
8.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.