ArinosMG

17.598 habitantes · IBGE 3104502

IA

Resumo socioambiental

Arinos/MG apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 59,0%, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 29 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito. O indicador vem em trajetória de queda desde 2009 (65,9%), com variação de -7,4% no período recente, sinalizando estagnação ou retração dos investimentos em expansão da rede. Em contrapartida, a perda de água (14,4% em 2022) é relativamente controlada frente ao cenário nacional (mediana 29,9%, UF 35,0%), colocando o município no percentil 13 (melhor desempenho), embora tenha havido piora de +13,4% frente a 2021.

O saneamento de esgoto é o ponto mais positivo do dossiê: a coleta atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100) e o tratamento saltou de patamares residuais (16,9% em 2021) para 100,0% em 2022, um salto de +4.364,3% na série, superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%). Esse avanço, provavelmente associado à entrada em operação de nova ETE, ainda contrasta com os dados censitários do IBGE: apenas 68,8% dos domicílios têm coleta (percentil 37) e 29,5% têm destino inadequado de resíduos (pior que a mediana nacional de 14,9% e a UF de 7,4%, percentil 73), evidenciando defasagem entre a infraestrutura formal de rede e o acesso efetivo domiciliar, sobretudo em áreas não urbanas ou dispersas.

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, atingindo 1.772.106 tCO₂e em 2024 (+71,4% desde 2010), com percentil 94 — entre os municípios mais emissores do país, embora muito abaixo do total da UF. As emissões de energia lideram o crescimento relativo (+129,1%, chegando a 61.922 tCO₂e em 2024, percentil 74), enquanto as de resíduos cresceram de forma mais moderada (+17,3%, para 8.620 tCO₂e, percentil 61), guardando coerência com a baixa cobertura de coleta domiciliar de resíduos já mencionada. Por outro lado, o município se destaca positivamente em energia solar, com potência instalada saltando de 601 kW para 1.695 MW em 2024 (+181,8%), no percentil 100 nacional, indicando forte expansão da geração renovável que pode, no médio prazo, compensar parte do aumento das emissões energéticas.

Em síntese, Arinos combina avanços notáveis em tratamento de esgoto e geração solar com fragilidades estruturais no abastecimento de água e na gestão de resíduos domiciliares, além de uma trajetória de emissões crescente que merece monitoramento, especialmente diante do registro de seca (13 ocorrências em 2016, percentil 92 na UF), que reforça a vulnerabilidade hídrica do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.7%

2024

31
2.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

48.3%

2024

39
30.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

39.1%

2024

54
1647.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.1%

2024

93
15.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.8%

2022

37
12.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.5%

2022

27
24.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1.695 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

1.695 MW

2024

100
181.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

1.695 MW

2024

100
181.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.772.106 tCO₂e

2024

6
71.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.620 tCO₂e

2024

39
17.3% no período

Emissões de energia

SEEG

61.922 tCO₂e

2024

26
129.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.