AriquemesRO

108.573 habitantes · IBGE 1100023

IA

Resumo socioambiental

Ariquemes/RO apresenta quadro de saneamento marcado por avanço expressivo no abastecimento de água, mas defasagem crítica em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 88,3% em 2022, crescimento de +37,3% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do estado (56,9%), posicionando o município no percentil 67. A perda de água, embora ainda alta em 38,7% (2022), recuou -33,2% desde 2008 e ficou abaixo da média estadual (56,2%), mas ainda superior à mediana nacional (29,9%), indicando eficiência operacional em melhora, porém aquém do ideal.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto está em apenas 2,6% (2021), muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (12,8%), colocando Ariquemes no percentil 2 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto também é irrisório, com 2,3% (2022), recuando -5,7% na série e muito abaixo da mediana nacional (37,7%). Ainda que o município conte com 2 ETEs (2020, percentil 89 nacional), a baixíssima coleta limita o aproveitamento dessa infraestrutura. Em contrapartida, os indicadores domiciliares do Censo mostram situação mais favorável: 90,1% dos domicílios com coleta de resíduos (2022) e apenas 9,6% com destino inadequado, ambos melhores que as medianas nacional e estadual, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos é mais estruturada que o esgotamento sanitário.

No eixo climático, Ariquemes destaca-se negativamente pelo volume de emissões de GEE, com 3.133.081 tCO₂e em 2024 — percentil 97 nacional, embora tenha recuado frente ao pico de 2023 (6.324.178 tCO₂e). As emissões de resíduos somam 53.602 tCO₂e (2024), alta de +75,5% desde 2010 e percentil 94, refletindo o crescimento populacional e a baixa cobertura de tratamento de esgoto, que pressiona a geração de metano em disposição inadequada. As emissões de energia também são elevadas (384.542 tCO₂e, percentil 95), compatíveis com o porte da matriz elétrica local, que inclui 37 MW de potência hidráulica estável desde 2015.

Em segurança hídrica, o índice de 3,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo à média estadual (3,058), sem registros de cheias ou secas reportados em 2016. O conjunto dos dados aponta para uma agenda prioritária: investimentos em coleta e tratamento de esgoto são urgentes, dado o descompasso entre a boa cobertura de água e a quase inexistente rede de esgotamento, o que também tende a conter o crescimento das emissões de resíduos e proteger a qualidade hídrica do município a médio prazo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.7%

2024

72
117.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

24.1%

2024

18
1737.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

55.9%

2024

65
2161.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.0%

2024

67
54.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.1%

2022

78
5.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.6%

2022

62
35.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

37 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

37 MW

2024

74
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.133.081 tCO₂e

2024

3
24.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

53.602 tCO₂e

2024

6
75.5% no período

Emissões de energia

SEEG

384.542 tCO₂e

2024

5
19.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.