Ariranha do IvaíPR

2.351 habitantes · IBGE 4101853

IA

Resumo socioambiental

Ariranha do Ivaí apresenta um quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional, embora com trajetória de avanço ao longo da série histórica. A cobertura de água atingiu 60,9% em 2022, resultado que representa forte expansão desde 2008 (+122,1%), mas que ficou abaixo tanto da mediana nacional (76,5%) quanto do patamar estadual (96,1%), posicionando o município no percentil 31. Chama atenção a queda de 69,5% (2021) para 60,9% (2022), interrompendo uma tendência de crescimento contínuo observada na década anterior. Já a perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, está em 15,9% (2022), valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do Paraná (29,6%), colocando o município entre os melhores desempenhos do país (percentil 15) nesse quesito.

No saneamento de esgoto, a situação é mais crítica. A coleta domiciliar atende 59,7% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do patamar estadual (90,0%), com percentil 25. Mais preocupante é o destino inadequado de dejetos, que ainda atinge 39,3% dos domicílios — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e muito acima do índice paranaense (5,6%), situando o município no percentil 85, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Apesar da melhora expressiva desde 2010 (57,4%), o descompasso entre a cobertura de coleta e a alta proporção de destinação inadequada sugere fragilidades na infraestrutura de tratamento que merecem atenção prioritária da gestão local.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 34.916 tCO₂e em 2024, com redução significativa de 48,7% desde 2010 e valor muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-se no percentil 14. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 10,1% no período (2.034 tCO₂e em 2024), acompanhando o padrão observado em municípios com baixa cobertura de tratamento de esgoto e disposição inadequada de dejetos, ainda que o valor absoluto permaneça bem inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram (+23,0%, para 4.153 tCO₂e), mas seguem em patamar reduzido frente ao cenário nacional.

Quanto a eventos extremos, os dados disponíveis (ANA, 2016) indicam ausência de registros de cheia e apenas um registro de seca observada no município, números pouco expressivos frente aos totais estaduais (187 e 338, respectivamente), embora a defasagem temporal dessa série limite conclusões mais atuais. Em síntese, Ariranha do Ivaí avança em abastecimento de água e controle de perdas, mas exige investimento urgente em esgotamento sanitário, dado o elevado percentual de destinação inadequada de dejetos, fator que também pressiona as emissões de resíduos do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.0%

2024

16
9.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.3%

2024

95
48.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.7%

2022

25
40.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.3%

2022

15
31.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

34.916 tCO₂e

2024

86
48.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.034 tCO₂e

2024

88
10.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.153 tCO₂e

2024

83
23.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.