AroazesPI

5.433 habitantes · IBGE 2200905

IA

Resumo socioambiental

Aroazes/PI apresenta em 2022 cobertura de água de 71,8%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente inferior à média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 44 do ranking nacional. Após crescimento expressivo entre 2015 e 2020 (chegando a 79,7%), o indicador recuou nos dois últimos anos da série, sinalizando possível perda de ritmo na expansão ou manutenção da rede. A perda de água, por sua vez, é de 45,1% em 2022 — bem superior à mediana nacional (29,9%), embora próxima da média estadual (46,4%), colocando o município no percentil 79, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de cobertura mediana e perdas elevadas indica ineficiência operacional que compromete o potencial ganho da ampliação da rede.

No saneamento de esgoto, a situação é mais crítica: apenas 66,9% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), com percentil 35. O destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 31,8% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média do Piauí (26,3%), situando o município no percentil 76 — entre os piores do país. Essa lacuna de infraestrutura básica ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.984 tCO₂e em 2010 para 2.872 tCO₂e em 2024 (+44,8%), embora esse volume ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE tiveram trajetória volátil, mas com forte alta recente: de 106.954 tCO₂e em 2022 para 227.533 tCO₂e em 2024, variação de +239,3% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e alcançando o percentil 63. Esse aumento contrasta com a trajetória de queda das emissões de energia, que caíram 69,5% no período, para 2.924 tCO₂e em 2024, indicando que o crescimento das emissões totais é impulsionado por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), não pelo consumo energético.

Os registros hidrológicos de 2016 mostram 1 ocorrência de cheia e 11 de seca, ambos com percentis elevados (76 e 88, respectivamente) frente à mediana nacional nula, reforçando a vulnerabilidade climática do município. Combinados, os indicadores apontam para um cenário de infraestrutura sanitária deficitária, perdas operacionais elevadas no sistema de água e pressão ambiental crescente, exigindo investimentos coordenados em saneamento e gestão de resíduos para reverter as tendências mais recentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.6%

2023

34.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.1%

2023

26.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.9%

2022

35
33.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.8%

2022

24
36.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

227.533 tCO₂e

2024

37
239.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.872 tCO₂e

2024

77
44.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.924 tCO₂e

2024

89
69.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.