Aroeiras do ItaimPI

2.766 habitantes · IBGE 2200954

IA

Resumo socioambiental

Aroeiras do Itaim/PI apresenta quadro socioambiental misto, com desempenho positivo em abastecimento de água mas lacunas graves em saneamento e gestão de resíduos. A cobertura de água atinge 94,8% (2022), bem acima da mediana nacional (76,5%) e do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 78. Em contraste, o tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da própria média estadual (25,7%), evidenciando um descompasso entre a distribuição de água tratada e a ausência de retorno adequado do esgoto ao sistema. A perda de água na distribuição, de 36,2%, também supera a mediana nacional (29,9%), embora seja inferior à média do Piauí (46,4%), sinalizando ineficiência operacional que pode comprometer a sustentabilidade do sistema hídrico local.

A gestão de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do município. Apenas 35,2% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), colocando o município no percentil 6 – entre os piores do país neste quesito. Ainda assim, houve avanço expressivo desde 2010, quando a cobertura era de apenas 10,8% (variação de +227,2%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 89,2% (2010) para 38,2% (2022), permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (26,3%), no percentil 84 — indicando que, apesar da melhora histórica, o problema ainda é estrutural e requer investimento continuado em coleta e destinação final.

As emissões de GEE cresceram de forma acentuada, passando de 43.775 tCO₂e (2023) para 124.619 tCO₂e (2024), alta de 157,7% em relação a 2010, embora o valor absoluto ainda fique próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 47) e seja irrisório frente ao total estadual. As emissões de resíduos, de 1.032 tCO₂e (2024), cresceram 75,7% desde 2010, acompanhando o aumento populacional e de consumo, mas permanecem muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 2) — resultado coerente com o pequeno porte do município, ainda que a tendência de alta mereça monitoramento à luz da baixa cobertura de coleta.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas há 8 registros de seca observada no mesmo ano, valor bem abaixo do total estadual (2.068), mas ainda no percentil 83 nacional. Não há dados mais recentes de eventos extremos disponíveis no dossiê para avaliar tendência atual. Em síntese, o município deve priorizar investimentos em tratamento de esgoto e expansão da coleta de resíduos, dado o forte descompasso frente aos indicadores nacionais e estaduais, além de monitorar o crescimento acelerado das emissões de GEE observado em 2024.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
5.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

3.9%

2024

99
89.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.2%

2022

6
227.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.2%

2022

16
57.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

124.619 tCO₂e

2024

53
157.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.032 tCO₂e

2024

98
75.7% no período

Emissões de energia

SEEG

569 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.