ArraialPI

4.593 habitantes · IBGE 2201002

IA

Resumo socioambiental

Arraial/PI apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 39,2% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 73,0%, posicionando o município no percentil 11 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção a trajetória oscilante da série histórica: houve avanço expressivo entre 2018 e 2020 (de 39,0% para 54,0%), seguido de queda acentuada até 2022, sugerindo descontinuidade operacional ou de investimentos. A perda de água na distribuição, de 47,7% em 2022, também é preocupante, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 82 (quanto maior, pior); essa perda quase dobrou em relação a 2021 (24,2%), indicando possível deterioração da infraestrutura hídrica justamente no período em que a cobertura recuou.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente grave e coerente com a fragilidade hídrica geral. A coleta de esgoto alcança apenas 43,0% dos domicílios em 2022, com queda de 19,1% desde 2010 (quando era 53,1%), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (70,4%). Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos atinge 41,9% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média do Piauí (26,3%), situando o município no percentil 87 — entre os piores do país. Essa combinação de baixa coleta e alto descarte inadequado eleva o risco sanitário e ambiental local, com potencial impacto em corpos hídricos já sob perda significativa na rede de abastecimento.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município apresenta volume absoluto relativamente baixo em termos nacionais (percentil 24 em 2024), mas com crescimento expressivo: as emissões totais passaram de 18.587 tCO₂e em 2010 para 56.042 tCO₂e em 2024, alta de 201,5%. O setor de energia é o que mais cresceu proporcionalmente, saltando 686,3% no período (de 384 para 3.016 tCO₂e), embora ainda represente parcela pequena do total. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram 40,0% desde 2010, atingindo 2.276 tCO₂e em 2024 — um crescimento compatível com a precariedade da gestão de esgoto e destinação de dejetos observada nos indicadores sanitários.

Os dados de eventos hidrológicos e segurança hídrica reforçam a vulnerabilidade do município. Foram registrados 1 evento de cheia e 8 de seca em 2016, com o indicador de seca posicionando Arraial no percentil 83 nacional (maior=pior). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (2,942), no percentil 50. Esse conjunto de indicadores aponta para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que a fragilidade nesses serviços básicos tende a comprometer tanto a saúde pública quanto

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

39.9%

2023

23.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.0%

2023

12.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.0%

2022

9
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.9%

2022

13
10.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.042 tCO₂e

2024

76
201.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.276 tCO₂e

2024

84
40.0% no período

Emissões de energia

SEEG

3.016 tCO₂e

2024

88
686.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.