ArraiasTO

10.522 habitantes · IBGE 1702406

IA

Resumo socioambiental

Arraias/TO apresenta em 2022 cobertura de água de 69,2%, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 41 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 83,6% em 2016 e queda acumulada de -23,0% desde então, indicando instabilidade na gestão do sistema de abastecimento. A perda de água, por outro lado, caiu para 28,9% em 2022 (-21,5% desde 2008), ficando ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (34,3%), o que sugere avanços operacionais mesmo com cobertura reduzida.

No saneamento de esgoto, o quadro é mais preocupante: apenas 64,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), colocando o município no percentil 31. O destino inadequado de dejetos atinge 32,6% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional e estadual (14,9%), situando Arraias no percentil 77 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário tende a pressionar recursos hídricos locais e saúde pública, reforçando a necessidade de investimento articulado com a melhoria da cobertura de água.

Nas emissões de GEE, o município soma 1.764.095 tCO₂e em 2024 (+22,9% desde 2010), no percentil 94 nacional — um patamar muito elevado para o porte populacional (~10.522 habitantes), típico de municípios com forte componente de uso da terra e agropecuária. As emissões de resíduos, de 6.676 tCO₂e (+36,7% desde 2010), estão próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas a trajetória de alta é coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o crescente destino inadequado de dejetos, sinalizando pressão ambiental crescente do saneamento deficiente. As emissões de energia dobraram no período (+108,2%), atingindo 18.650 tCO₂e, próximas da mediana nacional, refletindo maior consumo energético sem mudança na matriz termelétrica local, estável em 8 MW desde 2019.

Em eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas foram observados 4 registros de seca, valor acima da mediana nacional (0) e abaixo do total estadual (43), no percentil 72. Combinado com a queda recente na cobertura de água e a persistência de perdas próximas à média nacional, esse indicador reforça a vulnerabilidade hídrica do município, sugerindo que investimentos em ampliação e modernização da infraestrutura de abastecimento e esgotamento sejam prioritários para reverter os indicadores socioambientais mais críticos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.2%

2024

45
1.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.3%

2024

52
32.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.0%

2022

31
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.6%

2022

23
13.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

8 MW

Térmica (fóssil)

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

8 MW

2024

51
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

0.0%

2024

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.764.095 tCO₂e

2024

6
22.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.676 tCO₂e

2024

47
36.7% no período

Emissões de energia

SEEG

18.650 tCO₂e

2024

50
108.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.