Arroio do MeioRS

22.490 habitantes · IBGE 4301008

IA

Resumo socioambiental

Arroio do Meio apresenta quadro sanitário relativamente sólido, mas com sinais de estagnação e um cenário de emissões que exige atenção. A cobertura de água chegou a 75,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante do patamar gaúcho (88,1%), posicionando o município apenas no percentil 48. Após atingir 78,1% em 2020-2021, houve recuo para 75,1%, indicando perda de fôlego na expansão da rede. As perdas de água, por sua vez, ficaram em 22,9% em 2022 — abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), percentil 31 —, mas com alta em relação ao mínimo histórico de 18,1% registrado em 2021, sugerindo reversão parcial da eficiência operacional conquistada.

No saneamento domiciliar, o município se destaca positivamente: 95,5% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), muito acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), colocando Arroio do Meio no percentil 92. O destino inadequado de resíduos é praticamente residual, com 0,4% dos domicílios (percentil 3, ante mediana nacional de 14,9%), embora a capacidade de destinação final permaneça limitada, com apenas 1 unidade licenciada desde 2015, igual à mediana nacional mas muito inferior às 63 unidades da UF — um gargalo estrutural que pode limitar ganhos futuros.

O ponto crítico do dossiê está nas emissões de GEE, que saltaram para 345.812 tCO₂e em 2024, alta de 74,9% em relação a 2010 e o maior valor da série, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 73. O salto é puxado majoritariamente por energia (60.288 tCO₂e, +16,2%, percentil 73), com participação também das emissões de resíduos (13.060 tCO₂e), que caem levemente (-1,8%) mas seguem quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — coerente com a alta cobertura de coleta, que concentra resíduos em destinação ainda limitada. A geração de energia por biomassa permanece estagnada em 1 MW desde 2013, muito abaixo da mediana nacional (5 MW) e do potencial estadual (544 MW), evidenciando baixo investimento em fontes renováveis locais frente ao crescimento das emissões energéticas.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 (2 cheias e 5 secas) reforçam a vulnerabilidade climática do município, ainda que os dados sejam pontuais e não permitam avaliação de tendência. Em síntese, Arroio do Meio combina infraestrutura sanitária acima da média nacional com uma trajetória preocupante de emissões, sugerindo a necessidade de retomar investimentos em eficiência hídrica e diversificação energética para conter o avanço das emissões e sustentar os ganhos sanitários já consolidados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.3%

2024

50
21.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.3%

2024

55
10.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.5%

2022

92
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.4%

2022

97
70.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2023

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

345.812 tCO₂e

2024

27
74.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.060 tCO₂e

2024

26
1.8% no período

Emissões de energia

SEEG

60.288 tCO₂e

2024

27
16.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.