Arroio do SalRS

11.384 habitantes · IBGE 4301057

IA

Resumo socioambiental

Arroio do Sal apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água e uma lacuna crítica no saneamento de esgoto. A cobertura de água chegou a 83,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima do índice do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 61 do país. As perdas de água, embora tenham oscilado bastante na série histórica, recuaram para 21,7% em 2022, patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (36,5%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da variação de +24,4% frente a 2008.

O ponto mais preocupante do dossiê é a cobertura de coleta de esgoto, que despencou de 99,2% em 2010 para apenas 24,8% em 2022, uma queda de 75%. Esse valor é drasticamente inferior à mediana nacional (76,9%) e ao percentil estadual (82,7%), colocando o município no percentil 2 do Brasil — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que essa deterioração não se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que é baixo (0,3%, percentil 1, melhor que a mediana nacional de 14,9%), sugerindo possível mudança na metodologia de classificação censitária ou redirecionamento do esgoto para outras formas de destinação não capturadas como "inadequadas", o que merece verificação local.

As emissões de GEE do município somaram 63.624 tCO₂e em 2024, com alta de 67,6% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 27. As emissões de resíduos, de 3.248 tCO₂e, mais que dobraram no período (+116,3%) e mostram trajetória de crescimento constante e ano a ano, movimento coerente com a expansão urbana e turística da cidade litorânea, mas que reforça a urgência de investimento em saneamento, já que a queda na cobertura de coleta de esgoto pode estar pressionando esse componente de emissões. As emissões de energia, de 20.858 tCO₂e, ficaram acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 52, indicativo de perfil intermediário no consumo energético.

Em síntese, o município evoluiu na gestão hídrica, mas enfrenta um retrocesso expressivo no saneamento de esgoto que demanda atenção prioritária dos gestores, especialmente por sua interface com o crescimento das emissões de resíduos. Os registros de eventos extremos são limitados aos dados de 2016 (1 registro de cheia, percentil 76, e nenhuma seca), o que sugere necessidade de monitoramento mais atualizado para embasar políticas de adaptação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.1%

2024

87
60.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2024

77
22.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

24.8%

2022

2
75.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

99
67.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

63.624 tCO₂e

2024

73
67.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.248 tCO₂e

2024

73
116.3% no período

Emissões de energia

SEEG

20.858 tCO₂e

2024

48
13.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.