Arroio GrandeRS
17.887 habitantes · IBGE 4301305
Resumo socioambiental
Arroio Grande apresenta um quadro socioambiental marcado por contraste entre avanços no abastecimento de água e uma situação crítica no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 90,2% em 2022, com crescimento de 9,5% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 71. As perdas de água também recuaram de forma expressiva, caindo 55,5% até 11,4% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), refletindo ganhos de eficiência operacional na gestão hídrica.
O mesmo não se observa no esgotamento sanitário. A coleta de esgoto estagnou em 4,3% (2021), com queda de 10,4% no período, muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (49,5%), colocando o município no percentil 4 — entre os piores do país. Mais grave ainda é o tratamento de esgoto, nulo (0,0%) em toda a série histórica (2008–2022), enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% e o RS 30,8%. Esse déficit estrutural é parcialmente compensado pela redução do destino inadequado de dejetos domiciliares, que caiu de 12,9% (2010) para 7,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão gaúcho (4,5%). A queda na coleta domiciliar de resíduos (de 87,1% para 57,8% entre 2010 e 2022) reforça a fragilidade da infraestrutura de saneamento, mesmo com o avanço no acesso à água.
Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram 42,1%, de patamares acima de 1,4 milhão de tCO₂e (2013 e 2022) para 634.265 tCO₂e em 2024, ainda assim muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 84 — entre os maiores emissores relativos do país, provavelmente vinculado a uso da terra e agropecuária. Em contraposição, as emissões de resíduos cresceram 12,8%, chegando a 8.497 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta, indicando pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia também subiram 33,3%, para 25.953 tCO₂e, acompanhando padrão de expansão do consumo energético local.
Eventos extremos registrados em 2016 mostram vulnerabilidade hidroclimática: 2 registros de cheia (percentil 87) e 5 de seca (percentil 76), ambos muito acima da mediana nacional (zero em ambos os casos). Esse cenário reforça a necessidade de investimentos articulados em infraestrutura de esgotamento sanitário e gestão de resíduos, dado que a ausência de tratamento de esgoto e o aumento das emissões associadas podem ampliar riscos ambientais e de saúde pública, mesmo diante dos ganhos consistentes no fornecimento de água potável.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
6.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
634.265 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.497 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.953 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
