ArvoredoSC
2.600 habitantes · IBGE 4201653
Resumo socioambiental
Arvoredo/SC apresenta um quadro de saneamento intermediário, com desafios relevantes no abastecimento de água frente ao restante do país. A cobertura de água chegou a 55,9% em 2023, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), embora tenha avançado significativamente desde 2014 (28,6%), quando praticamente dobrou de patamar em 2018. A perda de água, por sua vez, está em situação favorável: 8,6% em 2023, muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (32,3%), apesar de ter subido frente aos mínimos de 4,2% registrados entre 2019 e 2022 — um retrocesso que merece monitoramento, já que indica possível deterioração da rede após anos de eficiência operacional.
Na gestão de resíduos sólidos, o município evoluiu expressivamente: a coleta domiciliar atingiu 77,0% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%), partindo de apenas 35,6% em 2010. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 14,6%, também alinhado à mediana do país (14,9%), embora ainda distante do padrão catarinense (3,2%). Essa melhoria na destinação, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 19,3% desde 2010, chegando a 1.467 tCO₂e em 2024 — sinal de que o aumento da cobertura de coleta pode estar ampliando o volume tratado (e emissor) sem necessariamente melhorar a qualidade da destinação final.
Do ponto de vista climático, Arvoredo mantém emissões totais de GEE relativamente baixas, 65.606 tCO₂e em 2024, no percentil 28 nacional e com leve queda de 2,6% na década, após picos em 2021 (105.458 tCO₂e). O destaque de preocupação é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+125,1%), atingindo 10.100 tCO₂e em 2024, refletindo provavelmente maior consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis locais. A capacidade hidráulica instalada permanece estável em 24 MW desde 2010, acima da mediana nacional, indicando potencial hídrico já consolidado, mas sem expansão recente. Registros de eventos extremos em 2016 (1 cheia e 5 secas) situam o município no percentil 76 nacional, sugerindo vulnerabilidade climática que reforça a importância de investimentos contínuos em infraestrutura hídrica e de saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.9%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
8.6%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
24 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
24 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
65.606 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.467 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.100 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
