Assunção do PiauíPI
7.597 habitantes · IBGE 2201051
Resumo socioambiental
Assunção do Piauí apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o saneamento básico, que se posiciona muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a 67,1% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (73,0%), refletindo forte queda de -32,9% desde o início da série, embora tenha recuperado em relação ao ponto mais baixo (44,0% em 2015). Mais grave é a perda de água, que salta para 41,1% em 2022, valor bem acima da mediana nacional (29,9%) e próximo ao patamar do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 73 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento.
O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais crítico. Apenas 28,9% dos domicílios têm coleta de esgoto em 2022 (percentil 3 nacional), com queda de -7,2% desde 2010, enquanto 60,3% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e acima do percentil 97, revelando situação de vulnerabilidade sanitária extrema, mesmo com melhora relativa desde 2010 (68,8%). Essa precariedade estrutural em esgotamento se conecta ao comportamento das emissões de resíduos, que cresceram +80,9% entre 2010 e 2024, atingindo 3.559 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 31), mas em trajetória de alta constante, sugerindo pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos sem contrapartida em investimentos visíveis de saneamento.
Em emissões totais de GEE, o município soma 140.654 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51), com alta de +44,9% desde 2010, mas trajetória bastante oscilante e queda expressiva registrada em 2022 (60.425 tCO₂e). As emissões de energia (4.397 tCO₂e, percentil 19) permanecem bem abaixo da mediana nacional, indicando que a matriz de emissões do município é pouco influenciada por esse setor, contrastando com a maior relevância relativa dos resíduos.
Quanto a eventos climáticos, os dados de 2016 mostram 1 registro de cheia (percentil 76) e 14 registros de seca (percentil 93), ambos acima da mediana nacional (zero), o que reforça a exposição do município a extremos hidrológicos — cenário que agrava a fragilidade já observada no abastecimento de água e evidencia a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e sanitária.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.1%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
41.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
28.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
60.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
140.654 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.559 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.397 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
