AtibaiaSP

166.043 habitantes · IBGE 3504107

IA

Resumo socioambiental

Atibaia/SP apresenta em 2022 cobertura de água de 82,1%, abaixo da média histórica do próprio município (que chegou a 91,0% em 2021) e ligeiramente acima da mediana nacional (76,5%), mas ainda distante do patamar estadual (95,2%, percentil 58). O recuo recente é preocupante e merece investigação, assim como a perda de água de 49,5% (2022), muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média paulista (32,1%), colocando o município no percentil 84 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção a oscilação abrupta dessa métrica, que caiu para 17,2% em 2021 e voltou a saltar para quase 50% em 2022, sugerindo possível inconsistência de medição ou mudança operacional relevante que a gestão deveria esclarecer publicamente.

No saneamento de esgoto, o município evoluiu de forma consistente: a coleta atingiu 81,4% em 2021 (alta de 29,4% desde 2007) e o tratamento chegou a 80,5% em 2022, com salto expressivo de quase 99% na série histórica, superando a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (69,6%), posicionando Atibaia no percentil 78. Essa evolução é coerente com a presença de 3 ETEs no município (2020), acima da mediana nacional (1 unidade). Do lado domiciliar, o IBGE confirma o bom desempenho: apenas 0,7% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos em 2022, um dos menores índices do país (percentil 5), embora a cobertura de coleta domiciliar tenha recuado de 98,2% (2010) para 91,7% (2022), uma queda de 6,6 pontos que contrasta com a melhoria do tratamento de esgoto e merece atenção da gestão local.

O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 719.550 tCO₂e em 2024, com queda de 12,5% frente ao pico de 2021, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 86. As emissões de energia (631.193 tCO₂e) e, principalmente, de resíduos (101.208 tCO₂e, com alta contínua de 44,1% desde 2010) situam Atibaia no percentil 97 nacional — um contraste direto com os bons indicadores de coleta e tratamento de esgoto, indicando que o avanço no saneamento líquido não se traduziu em controle equivalente das emissões ligadas a resíduos sólidos e energia.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou 2 eventos de cheia em 2016 (acima da mediana nacional, que é zero) e nenhuma seca observada no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, praticamente igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,881), sugerindo perspectiva favorável no longo prazo, desde que os desafios de perda de água e emissões sejam enfrentados de forma integrada.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.4%

2024

67
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

61.0%

2024

51
2.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

55.5%

2024

64
27.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

3

2020

93
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.3%

2024

34
30.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.7%

2022

81
6.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.7%

2022

95
63.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

719.550 tCO₂e

2024

14
12.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

101.208 tCO₂e

2024

3
44.1% no período

Emissões de energia

SEEG

631.193 tCO₂e

2024

3
31.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.