Atílio VivácquaES

11.013 habitantes · IBGE 3200706

IA

Resumo socioambiental

Atílio Vivácqua/ES apresenta um quadro socioambiental com avanços pontuais em saneamento, mas fragilidades estruturais que merecem atenção prioritária. A cobertura de água atingiu 66,1% em 2022, com alta de 22,3% desde 2008, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Espírito Santo (83,5%), posicionando o município no percentil 37. Mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2012-2022), enquanto a coleta de esgoto, apesar de relativamente boa (84,7% em 2021, próxima da mediana nacional de 87,8%), revela um esgoto que é coletado mas não tratado — um gargalo que compromete a qualidade dos corpos hídricos e explica em parte o aumento de 45,7% nas emissões de resíduos (6.268 tCO₂e em 2024, no percentil 50 nacional).

A perda de água na distribuição, de 27,4% em 2022, mesmo com queda em relação ao pico de 2018 (36,2%), ainda é uma ineficiência relevante, embora esteja abaixo da mediana nacional (29,9%). Já os domicílios com coleta de resíduos caíram de 85,7% (2010) para 71,6% (2022), uma retração de 16,5% que contrasta com a melhora do indicador de destino inadequado (queda de 58,6%, para 5,9% em 2022, abaixo da mediana nacional de 14,9%). Essa aparente contradição sugere possível mudança na metodologia de coleta ou reorganização do serviço, e merece verificação local.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 138.661 tCO₂e em 2024, no percentil 50 nacional, após um pico expressivo em 2021 (221.960 tCO₂e). O destaque preocupante é o setor de energia, que cresceu 173,3% desde 2010, atingindo 90.208 tCO₂e e posicionando o município no percentil 80 nacional — um perfil de emissões muito acima do esperado para sua escala populacional, indicando forte dependência de fontes emissoras no setor energético local.

Em síntese, Atílio Vivácqua avançou na coleta de esgoto e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas o tratamento de esgoto inexistente e as emissões de energia acima da média nacional são os pontos de maior vulnerabilidade socioambiental, exigindo investimento estruturante em estações de tratamento e planejamento energético para reverter tendências que pressionam tanto a saúde pública quanto o desempenho climático do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.0%

2024

39
21.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.6%

2024

62
24.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

26.2%

2024

57
0.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.6%

2022

41
16.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.9%

2022

72
58.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

138.661 tCO₂e

2024

50
8.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.268 tCO₂e

2024

50
45.7% no período

Emissões de energia

SEEG

90.208 tCO₂e

2024

20
173.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.