AugustinópolisTO

18.128 habitantes · IBGE 1702554

IA

Resumo socioambiental

Augustinópolis apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no acesso à água e nos resíduos domiciliares, mas deficiência estrutural grave em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 86,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Tocantins (84,2%), posicionando o município no percentil 71. Já a coleta de esgoto é crítica: apenas 8,3% em 2024, com queda de 34,8% frente a anos anteriores, situando o município no percentil 7 nacional — muito abaixo da mediana do país (59,9%) e do estado (55,2%). O tratamento de esgoto, com 9,8%, também é inferior à mediana nacional (33,3%) e à estadual (52,1%), refletindo baixa capacidade de infraestrutura, com apenas 1 ETE registrada no município (2020).

A perda de água na distribuição, de 26,9% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e abaixo da média estadual (30,8%), indicando eficiência operacional mediana, ainda que a série histórica mostre oscilações relevantes, como o pico de 57,6% em 2016. Do lado dos resíduos sólidos, houve melhoria expressiva: o destino inadequado de domicílios caiu de 26,0% (2010) para 10,1% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), enquanto a coleta domiciliar avançou para 80,1%, superando a mediana do Brasil (76,9%) e do Tocantins (79,1%).

As emissões totais de GEE caíram significativamente, de 516 mil tCO₂e (2010) para 248.933 tCO₂e em 2024 (-51,8%), mas o município ainda está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 66. Chama atenção o comportamento inverso das emissões por resíduos, que cresceram 39,9% no período, atingindo 10.287 tCO₂e em 2024 — acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) — o que contrasta com a melhoria na destinação domiciliar e sugere que o crescimento populacional ou mudanças na geração de resíduos ainda pressionam as emissões do setor. As emissões de energia também cresceram 58,6%, chegando a 35.161 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município evoluiu na gestão de resíduos sólidos e manteve cobertura de água satisfatória, mas o esgotamento sanitário representa o principal gargalo socioambiental, com indicadores entre os piores do país. A baixa cobertura e tratamento de esgoto tendem a pressionar a qualidade dos corpos hídricos locais e podem estar associados ao aumento das emissões de resíduos, reforçando a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento para reverter esse quadro.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.4%

2024

71
4.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.3%

2024

7
34.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

9.8%

2024

33

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.9%

2024

56
2.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.1%

2022

56
8.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.1%

2022

61
61.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

248.933 tCO₂e

2024

34
51.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.287 tCO₂e

2024

33
39.9% no período

Emissões de energia

SEEG

35.161 tCO₂e

2024

37
58.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.