Augusto CorrêaPA
47.596 habitantes · IBGE 1500909
Resumo socioambiental
Augusto Corrêa apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 5,7% dos domicílios em 2022, valor ínfimo frente à mediana nacional de 76,5% e mesmo à média estadual de 55,0%, posicionando o município no percentil 1 do país. A coleta de esgoto, com dado mais recente de 2010, alcançava apenas 8,8%, e o tratamento de esgoto permanecia em 0,0% — ou seja, todo o esgoto coletado era descartado sem qualquer tratamento, contra medianas nacionais de 87,8% (coleta) e 37,7% (tratamento). Some-se a isso a perda de água no sistema de distribuição, que chegou a 44,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), indicando ineficiência operacional significativa mesmo com a rede de abastecimento já extremamente restrita.
No que se refere a resíduos sólidos, houve avanço relativo: a proporção de domicílios com coleta subiu de 28,1% (2010) para 47,1% (2022), alta de 67,4% no período, e o destino inadequado de resíduos caiu de 71,9% para 41,3% no mesmo intervalo. Apesar da melhora, o município ainda está distante do padrão nacional — a coleta domiciliar fica no percentil 12 (mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado permanece quase três vezes acima da mediana do país (14,9%), refletindo no percentil 87 (pior extremo). Essa persistência de disposição inadequada de resíduos ajuda a explicar o crescimento contínuo das emissões de GEE por resíduos, que mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+114,5%, atingindo 22.410 tCO₂e), colocando o município no percentil 85 nacional para essa fonte emissora.
Em termos de emissões totais de GEE, o município mostra trajetória de queda expressiva no longo prazo (-61,7% entre 2010 e 2024, chegando a 249.368 tCO₂e), embora a série seja marcada por forte volatilidade — com pico de 1,4 milhão de tCO₂e em 2014 e valor negativo em 2020 (-5.937 tCO₂e), sugerindo influência de mudanças no uso da terra e cobertura florestal típicas da região amazônica. Mesmo com a redução, o município segue no percentil 66 nacional, acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 17,7% no último ano disponível, mas permanecem abaixo da mediana nacional (percentil 37). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicativo de estresse hídrico extremo nesse recorte.
Em síntese, o principal desafio de Augusto Corrêa é a quase inexistência de infraestrutura de água e esgoto, com tratamento nulo de esgoto e cobertura de água entre as piores do Brasil, o que se conecta diretamente ao aumento persistente das emissões de resíduos — ambos indicando urgência de investimento em saneamento básico como prioridade de política pública municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
5.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.8%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
50.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
249.368 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.410 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.655 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
