Aurora do ParáPA
24.321 habitantes · IBGE 1500958
Resumo socioambiental
Aurora do Pará apresenta quadro de saneamento básico crítico, com sinais claros de regressão nos últimos anos. A cobertura de água atingiu apenas 31,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 7 do país. Mais grave ainda é a trajetória: o município operava com cobertura acima de 95% entre 2016 e 2018, mas sofreu queda abrupta a partir de 2021, indicando possível ruptura na prestação do serviço ou mudança na forma de apuração dos dados. A perda de água, de 33,3% (2022), está próxima da mediana nacional (29,9%) e ligeiramente abaixo da média estadual (34,5%), sugerindo que a ineficiência na distribuição não é o principal gargalo, mas sim a própria expansão da rede.
O saneamento de esgoto e resíduos sólidos também demanda atenção. A coleta de lixo alcança 58,6% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média do Pará (71,0%), enquanto 39,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (23,2%), colocando o município no percentil 85 (entre os piores do país). Ainda que essa taxa tenha caído significativamente desde 2010 (69,8%), o ritmo de melhoria é insuficiente frente ao padrão nacional. Essa deficiência estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 90,9% entre 2010 e 2024, chegando a 12.725 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 927.738 tCO₂e em 2024, com queda de 37,6% em relação a 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 89. A série histórica é marcada por forte oscilação, com picos em 2013 (2,9 milhões tCO₂e) e 2023 (1,86 milhão tCO₂e), padrão típico de emissões associadas a mudanças no uso da terra e desmatamento, características da região amazônica. As emissões de energia cresceram expressivamente (+550,6%), refletindo provável expansão do consumo elétrico e de combustíveis, embora ainda representem parcela pequena do total emitido.
Em síntese, Aurora do Pará enfrenta desafios simultâneos de infraestrutura sanitária deficitária e pressão ambiental elevada, com indicadores de saneamento entre os piores do país e emissões de GEE substancialmente acima da mediana nacional. A combinação de baixa cobertura de água, esgotamento inadequado e crescimento das emissões de resíduos e energia sugere a necessidade de investimentos coordenados em saneamento básico, que tendem a gerar benefícios duplos: melhoria da qualidade de vida da população e redução das emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.6%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
33.3%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
927.738 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.725 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
32.704 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
