Aurora do TocantinsTO

3.420 habitantes · IBGE 1702703

IA

Resumo socioambiental

Aurora do Tocantins apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento básico e manejo de resíduos. A cobertura de água atingiu 89,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (86,6%, percentil 69), embora tenha recuado 7,7% em relação ao pico de 2021 (90,8%). Preocupa o índice de perdas na distribuição, que saltou para 36,6% em 2022 — alta de 2,3 pontos percentuais e bem acima da mediana nacional (29,9%) e da média do Tocantins (34,3%), sinalizando ineficiência operacional que pode comprometer a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 63,5% dos domicílios têm coleta (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (79,1%), posicionando o município no percentil 30. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 31,3%, mais que o dobro da mediana nacional e estadual (14,9%), embora tenha havido melhora de 16,6% desde 2010. Essa lacuna em coleta e destinação adequada ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.515 para 2.010 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+32,7%), ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 257.925 tCO₂e em 2024, com alta de 18,3% frente a 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 66. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+63,2% desde 2010, chegando a 3.744 tCO₂e), embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já os eventos climáticos registrados em 2016 mostram maior exposição à seca (3 registros, percentil 68) do que a cheias (0 registros, percentil 53), ambos superiores à mediana nacional para o período.

Em síntese, o município demonstra relativa solidez no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, que se refletem no crescimento das emissões associadas e na maior vulnerabilidade a eventos de seca. A priorização de investimentos em coleta de esgoto e redução de perdas hídricas pode gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.6%

2024

30
18.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.1%

2024

37
15.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.5%

2022

30
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.3%

2022

24
16.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

257.925 tCO₂e

2024

34
18.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.010 tCO₂e

2024

88
32.7% no período

Emissões de energia

SEEG

3.744 tCO₂e

2024

85
63.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.