AuroraSC

7.127 habitantes · IBGE 4201901

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Resumo socioambiental

Aurora/SC apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com cobertura de água de apenas 28,8% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do índice catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 6 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que atingiu 57,4% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da média estadual (34,6%), colocando o município no percentil 91 (entre os piores do Brasil). Essa combinação — baixa cobertura com alto desperdício — sinaliza rede de abastecimento antiga ou mal gerida, com perdas que cresceram 138,1% desde 2008, mesmo com a cobertura tendo avançado 41,9% no período.

No manejo de resíduos, houve progresso relevante: o destino inadequado de domicílios caiu de 37,9% (2010) para 14,7% (2022), redução de 61,1%, aproximando o município da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão catarinense (3,2%). A coleta domiciliar atingiu 68,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2025), o que é compatível com a mediana nacional, mas insuficiente frente às 58 unidades médias do estado — isso ajuda a explicar o crescimento de 60,8% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 2.239 tCO₂e, ainda assim bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Nas emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva de 49,8% desde 2010, fechando 2024 em 58.599 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 25. Entretanto, as emissões de energia dobraram no período (+100,7%), chegando a 27.884 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente desse setor sobre o balanço local, mesmo com a redução geral puxada por outras fontes.

Em recursos hídricos, o único registro disponível (2016) mostra 9 ocorrências de cheia, no percentil 100 nacional, e 2 registros de seca, no percentil 64 — evidenciando vulnerabilidade a eventos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (3,702), reforçando a necessidade de investimentos estruturantes em abastecimento e gestão de perdas como prioridade para reduzir riscos socioambientais futuros no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.2%

2024

5
24.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.6%

2024

18
65.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.3%

2022

36
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.7%

2022

50
61.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

58.599 tCO₂e

2024

75
49.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.239 tCO₂e

2024

85
60.8% no período

Emissões de energia

SEEG

27.884 tCO₂e

2024

42
100.7% no período

Registros de cheia

ANA

9

2016

0
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.