BagéRS
121.900 habitantes · IBGE 4301602
Resumo socioambiental
Bagé apresenta avanços expressivos no saneamento básico, mas com desequilíbrios importantes entre as etapas do sistema. A cobertura de água atingiu 97,4% em 2024, um salto acentuado frente aos anos anteriores (que oscilavam em torno de 83-84%), superando a mediana nacional de 73,2% e ficando acima da média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 90. A coleta de esgoto também evoluiu bem, chegando a 83,8% em 2024, bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (47,8%). Entretanto, o tratamento de esgoto é o ponto crítico: apenas 15,3% em 2024, com queda de 40,6% em relação ao início da série, e abaixo tanto da mediana nacional (33,3%) quanto da média gaúcha (30,1%). Isso indica que o município investiu na expansão da coleta, mas não acompanhou proporcionalmente a capacidade de tratamento, apesar de possuir 30 ETEs registradas em 2020 — número muito superior à mediana nacional de 1 unidade, sugerindo possível subutilização ou operação aquém da capacidade instalada.
A perda de água na distribuição é outro desafio relevante: 44,2% em 2024, patamar considerado alto (maior=pior) e superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (39,4%), posicionando Bagé no percentil 77 nacional. Embora tenha havido redução de 15,3% frente a picos históricos (como 73,3% em 2017), o indicador permanece elevado e contrasta com a expansão da cobertura de água, sugerindo ineficiência na gestão da infraestrutura hídrica. Já os dados de coleta de resíduos domiciliares mostram queda acentuada: de 96,8% em 2010 para 60,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), posicionando o município no percentil 27 — um retrocesso preocupante. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos é baixo (1,7% em 2022), muito melhor que a mediana nacional (14,9%), o que sugere que a queda na coleta não se traduziu em descarte inadequado, mas talvez em outras formas de manejo não capturadas pelo indicador.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.793.288 tCO₂e em 2024, com redução de 26,7% desde 2010, mas ainda assim extremamente elevadas frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Bagé no percentil 94. As emissões de resíduos cresceram 10,7% no período, atingindo 59.556 tCO₂e em 2024 — quase 10 vezes a mediana nacional —, o que dialoga diretamente com a baixa taxa de tratamento de esgoto e a queda na cobertura de coleta domiciliar, indicando que a gestão de resíduos e efluentes é um vetor relevante de pressão ambiental no município. As emissões de energia também cresceram (+18,4%, para 250.467 tCO₂e), reforçando a necessidade de diversificação da matriz local, ainda que a potência instalada de biomassa tenha crescido significativamente desde 2010, hoje em 4 MW.
Em síntese, Bagé avançou de forma notável no acesso à água e à coleta de esgoto, m
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
15.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
30
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
44.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2018
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.793.288 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
59.556 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
250.467 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
