Baía da TraiçãoPB

9.648 habitantes · IBGE 2501401

IA

Resumo socioambiental

Baía da Traição/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com sinais de deterioração acentuada na última década. A cobertura de água caiu para 29,6% em 2024, ante 84,1% em 2012 — uma queda de 64,8% —, posicionando o município no percentil 6 nacional, muito abaixo da mediana do país (73,2%) e da própria Paraíba (59,5%). Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou de 6,0% (2012) para 42,4% (2024), variação de +602,6%, superando a mediana nacional (29,1%) e ficando próxima do patamar estadual (41,7%, percentil 75). Esses dois indicadores combinados revelam um sistema de abastecimento em colapso operacional: menos gente é atendida e, ainda assim, quase metade da água captada se perde antes de chegar ao consumidor.

O esgotamento sanitário segue padrão igualmente preocupante. Apenas 42,8% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (percentil 9 nacional, muito abaixo da mediana de 76,9% e do estado, 79,6%), enquanto o destino inadequado de resíduos atingia 50,4% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (15,4%), posicionando o município no percentil 93, entre os piores do país. Ainda que ambos os indicadores tenham recuado ligeiramente desde 2010, o nível absoluto permanece alarmante e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora tenham caído 22,7% desde 2010 (de 4.991 para 3.859 tCO₂e em 2024), continuam representando parcela relevante das emissões municipais totais.

As emissões totais de GEE somaram 38.225 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série (pico de 87.266 tCO₂e em 2022) e variação de +173,7% frente a 2010. Apesar do crescimento expressivo, o município permanece no percentil 15 nacional, bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e) e infinitamente distante do total estadual. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+171,5%, chegando a 5.769 tCO₂e em 2024), sinalizando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local, ainda que em escala reduzida frente aos padrões nacionais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, únicos dados disponíveis na série ANA, o que limita a análise de risco hidroclimático local. Diante do quadro apresentado, a prioridade de gestão deve recair sobre a recuperação da infraestrutura de abastecimento de água — reduzindo perdas e ampliando cobertura — e sobre a universalização da coleta e destinação adequada de resíduos, área com maior distância em relação aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

6
64.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.4%

2024

25
602.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.8%

2022

9
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.4%

2022

7
10.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

38.225 tCO₂e

2024

85
173.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.859 tCO₂e

2024

67
22.7% no período

Emissões de energia

SEEG

5.769 tCO₂e

2024

76
171.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.