BaianópolisBA

14.110 habitantes · IBGE 2902500

IA

Resumo socioambiental

Baianópolis/BA apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 26,9% dos domicílios em 2022, valor que a posiciona no percentil 5 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do índice baiano de 80,7%. Chama atenção que essa baixa cobertura convive com perda de água de 19,0%, indicador que vem de uma escalada acentuada (+208,6% desde 2008), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), sugerindo que o problema central do município é a baixíssima expansão da rede, mais do que a ineficiência do sistema já instalado.

O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais crítico. Apenas 34,1% dos domicílios têm coleta adequada (2022), e 65,5% apresentam destino inadequado de dejetos — colocando Baianópolis no percentil 98 nacional para esse problema, ou seja, entre os piores municípios do país nesse quesito, mesmo com melhora relativa desde 2010 (-17,1 pontos percentuais). Essa deficiência sanitária tem relação direta com o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 45,2% entre 2010 e 2024, atingindo 6.126 tCO₂e — valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o problema de gestão de resíduos ainda não se traduziu em emissões desproporcionais, mas acende alerta para o médio prazo caso a infraestrutura não avance.

No eixo climático, o município destaca-se negativamente pelo volume total de emissões de GEE, que somou 1.255.566 tCO₂e em 2024 — quase nove vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Baianópolis no percentil 92 do país. A série histórica é marcada por forte oscilação, com pico de 3.918.020 tCO₂e em 2021, provavelmente associado a mudanças no uso da terra, característica comum em municípios do semiárido baiano. As emissões de energia também chamam atenção pelo crescimento expressivo de 445,5% desde 2010, alcançando 78.205 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que pode refletir expansão de consumo elétrico sem contrapartida proporcional em eficiência.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos disponíveis (2016) mostram ausência de cheias e 3 registros de seca observada, dado pontual que, embora limitado em série temporal, é compatível com o perfil climático semiárido da região e reforça a vulnerabilidade hídrica já evidenciada pelos baixos índices de cobertura de água. Em síntese, Baianópolis reúne desafios sobrepostos de infraestrutura sanitária deficiente, crescimento expressivo de emissões e exposição a estresse hídrico, exigindo priorização de investimentos em saneamento como eixo estruturante para melhoria simultânea dos indicadores ambientais e sociais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.2%

2024

7
51.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.8%

2024

93
359.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

34.1%

2022

5
62.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

65.5%

2022

2
17.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.255.566 tCO₂e

2024

8
84.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.126 tCO₂e

2024

51
45.2% no período

Emissões de energia

SEEG

78.205 tCO₂e

2024

22
445.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.