Baixo GuanduES
32.694 habitantes · IBGE 3200805
Resumo socioambiental
Baixo Guandu apresenta um saneamento básico com desempenho relativo positivo frente ao Brasil, mas com sinais recentes de deterioração operacional. A cobertura de água atingiu 91,2% em 2024, ainda acima da mediana nacional (73,2%) e da média capixaba (78,1%, percentil 79), porém em queda de -3,0% no ano e distante dos 100% mantidos entre 2012 e 2018. A coleta de esgoto chegou a 90,0% (percentil 83 nacional), recuperando-se do recuo de 2023, quando caiu para 76,7%. O ponto crítico do sistema é o tratamento de esgoto, que zerou em 2024, revertendo os pequenos avanços registrados entre 2020 e 2023 (0,6% a 2,3%) e contrastando fortemente com a mediana nacional de 33,3% e a média estadual de 43,5% (percentil 24). Essa lacuna é ainda mais preocupante considerando que o município possui 8 ETEs instaladas (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade, sugerindo problema de operação ou monitoramento das estações existentes, não de infraestrutura física.
A perda de água na distribuição saltou para 45,3% em 2024, o pior valor da série histórica e um salto de +26,6% em relação ao ano anterior, superando a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (31,7%, percentil 78). Essa perda elevada, associada à queda simultânea na cobertura de água, indica possível fragilidade na gestão operacional do sistema de abastecimento, com risco de comprometer os ganhos de universalização conquistados na década anterior. Do lado dos resíduos domiciliares, o quadro é mais favorável: 86,9% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 70) e o destino inadequado caiu para 11,3%, uma redução de -42,2% desde 2010, embora ainda acima da média estadual (6,9%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 199.284 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de -42,3% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 60). Essa trajetória de queda contrasta com o comportamento dos dois principais setores emissores: as emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+120,2%, atingindo 76.322 tCO₂e, percentil 77) e as de resíduos cresceram +30,4% no período (17.435 tCO₂e, percentil 81), evidenciando que a redução geral provavelmente decorre de outros setores (como mudança de uso da terra), enquanto energia e resíduos pressionam o balanço local. O crescimento das emissões de resíduos, aliado à ausência de tratamento de esgoto, reforça a necessidade de atenção integrada ao ciclo de saneamento e gestão de resíduos sólidos como frente prioritária de mitigação.
O município ainda concentra potência hidráulica relevante (264 MW, estável desde 2010, percentil 91 nacional) e histórico de eventos hidrológicos extremos em 2016, com 2 registros de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), o que reforça a exposição territorial a variabilidade hídrica e a importância de monitoramento contínuo dos recursos hídricos, especialmente diante do aumento recente das perdas
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
8
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
264 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
264 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
199.284 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
17.435 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
76.322 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
