BalizaGO

3.335 habitantes · IBGE 5203104

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Resumo socioambiental

Baliza/GO apresenta quadro de saneamento básico crítico frente ao restante do país. A cobertura de água atingiu 36,4% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do percentil goiano (88,8%), posicionando o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar do crescimento de 23,5% em relação à série histórica e da oscilação atípica registrada em 2022 (47,1%). A coleta de esgoto segue padrão semelhante: apenas 38,8% dos domicílios tinham coleta em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 59,0% dos domicílios — quase quatro vezes a mediana do país (14,9%) e dez vezes o valor do estado (5,5%), colocando Baliza no percentil 97, ou seja, entre as piores situações do Brasil nesse indicador.

Por outro lado, a perda de água na distribuição vem em trajetória de melhora consistente, caindo de 31,4% em 2010 para 17,5% em 2024 (-44,5% no período), ficando abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da média estadual (25,3%). Esse dado indica gestão operacional relativamente eficiente da rede, mesmo com baixa cobertura — um contraste que sugere que o desafio central não é a eficiência da infraestrutura existente, mas sua insuficiente expansão e a carência de tratamento de esgoto.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 290.776 tCO₂e em 2024, com queda de 11,2% frente à série histórica, mas ainda mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 69. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 57% desde 2010, chegando a 2.092 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a persistência de destinação inadequada de dejetos domiciliares observada no saneamento. Já as emissões de energia (4.957 tCO₂e) permanecem abaixo da mediana nacional, refletindo o baixo percentil 21 nesse componente. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na base consultada (ANA, 2016).

Em síntese, Baliza enfrenta déficit estrutural de saneamento — água e esgoto muito aquém dos padrões nacional e estadual — que se reflete diretamente no aumento das emissões associadas a resíduos, configurando uma pauta prioritária de investimento em infraestrutura de saneamento para reduzir riscos sanitários e ambientais simultaneamente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.4%

2024

10
23.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.5%

2024

82
44.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.8%

2022

7
32.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.0%

2022

3
16.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

290.776 tCO₂e

2024

31
11.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.092 tCO₂e

2024

87
57.0% no período

Emissões de energia

SEEG

4.957 tCO₂e

2024

79
4.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.