Balsa NovaPR

13.871 habitantes · IBGE 4102307

IA

Resumo socioambiental

Balsa Nova apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água, bem consolidado, e o saneamento de esgoto, em situação crítica. A cobertura de água atingiu 96,9% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e do próprio estado (89,5%), posicionando o município no percentil 89. Já a coleta de esgoto caiu para 21,9% em 2024, com queda acumulada de 64,3% desde 2009 — quando chegava a 61,4% —, situando o município apenas no percentil 16 nacional e bem abaixo da mediana (59,9%) e do Paraná (82,9%). O tratamento de esgoto acompanha essa fragilidade, em 19,9%, também abaixo da mediana do país (33,3%) e distante do patamar estadual (78,8%), sustentado por apenas 1 ETE em operação (dado de 2020).

A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: 29,3% em 2024, praticamente no mesmo patamar da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), mas com trajetória de forte deterioração frente aos 15,3% registrados em 2010 — um aumento de quase 92% no período, embora tenha recuado frente ao pico de 45,0% em 2017. Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: o destino inadequado em domicílios caiu para 2,1% em 2022 (ante 6,8% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (5,6%), com percentil 12 (favorável), e a coleta domiciliar atinge 88,6%, acima da mediana do país (76,9%).

O indicador mais crítico do dossiê é o de emissões de GEE, que saltou de 138.573 tCO₂e em 2010 para 4.123.587 tCO₂e em 2024 — alta de quase 2.876% —, colocando o município no percentil 98 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Essa trajetória é puxada majoritariamente pelo setor de energia, que passou de 80.057 para 136.790 tCO₂e (percentil 85), com pico de 1,56 milhão de toneladas em 2021 seguido de forte queda em 2022, sugerindo mudança na matriz ou na metodologia de contabilização setorial. As emissões de resíduos, por sua vez, mantêm-se em linha com o padrão nacional (6.158 tCO₂e em 2024, próximo da mediana de 6.191 tCO₂e), indicando que o problema climático do município não decorre do saneamento, mas de fontes energéticas ou industriais mais amplas.

Em síntese, Balsa Nova combina um sistema de abastecimento de água exemplar com um sistema de esgotamento sanitário deficitário e em retrocesso, o que exige investimento prioritário em coleta e tratamento de esgoto — especialmente diante da única ETE registrada e do baixo percentil nacional nesses dois indicadores. Paralelamente, o crescimento expressivo das emissões de GEE, concentrado no setor energético, contrasta com o bom desempenho em resíduos sólidos e demanda investigação mais aprofundada sobre suas fontes, dado o impacto territorial no ranking nacional e estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.9%

2024

89
0.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

21.9%

2024

16
64.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.9%

2024

41
14.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.3%

2024

50
91.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.6%

2022

74
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

88
69.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2024

33.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.123.587 tCO₂e

2024

2
2875.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.158 tCO₂e

2024

50
45.1% no período

Emissões de energia

SEEG

136.790 tCO₂e

2024

15
70.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.