BálsamoSP
9.854 habitantes · IBGE 3504800
Resumo socioambiental
Bálsamo/SP apresenta situação de saneamento consolidada e superior aos padrões nacionais. A cobertura de água atinge 100,0% (2022) e a coleta de esgoto também alcança 100,0% (2021), ambas acima da mediana brasileira (76,5% e 87,8%, respectivamente) e da média do estado de São Paulo. O tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, passando de 68,0% em 2011 para 100,0% em 2022 (variação de +47,1%), posicionando o município no percentil 100 nacional e bem acima da mediana do país (37,7%) e da UF (69,6%). Essa universalização do tratamento é coerente com o baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 7,4% (2010) para 2,2% (2022), embora ainda superior ao índice paulista (1,0%).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu de 7,6% (2014) para 22,8% (2022), um aumento de 13,9% no período recente. Apesar disso, o indicador permanece melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%), sinalizando que, mesmo com a universalização do acesso, a eficiência operacional do sistema de abastecimento merece monitoramento para evitar desperdício de recursos hídricos e custos adicionais de tratamento.
Do lado climático, as emissões totais de GEE cresceram de 61.479 tCO₂e (2021) para 100.614 tCO₂e (2024), alta de 27,8% no último ano-base, impulsionada principalmente pelo setor de energia, cujas emissões saltaram de 11.800 tCO₂e (2022) para 47.681 tCO₂e (2024) — variação de 333,1%. Ainda assim, o município permanece no percentil 40 nacional para emissões totais, abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, por sua vez, mantiveram-se relativamente estáveis, em 5.916 tCO₂e (2024), próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerentes com a boa gestão de esgoto e coleta de resíduos observada no município.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para Bálsamo na base consultada (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município exibe um cenário de saneamento avançado e resultados ambientais nas médias ou melhores que o padrão nacional, mas o crescimento acentuado das emissões de energia e o aumento das perdas de água são sinais que merecem acompanhamento pelos gestores locais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
92.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
92.8%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
100.614 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.916 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
47.681 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
