BandeiraMG

4.821 habitantes · IBGE 3105202

IA

Resumo socioambiental

Bandeira/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 56,2%, patamar abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 26 do país. A série histórica mostra oscilação sem tendência clara de melhoria consistente, com pico de 70,2% em 2010 e recuo posterior. Mais preocupante é a perda de água, que atingiu 35,0% em 2022 — mais que dobrando desde 2008 (+105,6%) e superando a mediana nacional (29,9%), embora esteja em linha com a média estadual. Essa perda elevada sugere ineficiência na rede de distribuição, o que pode explicar parte da baixa cobertura efetiva de abastecimento.

No saneamento de esgoto, o município se destaca positivamente na coleta, com 93,9% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da média de Minas Gerais (85,0%), no percentil 57. Contudo, esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento: a taxa é de 0,0% em toda a série 2012–2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5%. Essa lacuna representa o principal passivo ambiental do município — todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com potencial impacto direto sobre corpos hídricos e possivelmente contribuindo para a qualidade da água captada para abastecimento.

Quanto a resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar é de 58,3% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (86,1%), no percentil 24, enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 35,2% dos domicílios, bem superior à mediana nacional (14,9%) e à média mineira (7,4%), no percentil 80 — indicando desafio significativo na gestão de resíduos. Ainda assim, as emissões de GEE por resíduos permanecem relativamente baixas (2.183 tCO₂e em 2024, percentil 14 nacional), e as emissões totais do município caíram 33,5% entre 2010 e 2024, fechando em 61.122 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e).

Em síntese, Bandeira apresenta desempenho satisfatório na coleta de esgoto e emissões totais controladas, mas enfrenta déficits estruturais relevantes: ausência total de tratamento de esgoto, alta perda de água na distribuição e gestão de resíduos com cobertura insuficiente e destino inadequado acima da média nacional. Os dados de eventos hidrológicos (cheias e secas) são de 2016, desatualizados, o que limita a avaliação de riscos climáticos recentes. As prioridades de investimento devem focar em infraestrutura de tratamento de esgoto e redução de perdas na rede de água, dado o hiato expressivo frente aos parâmetros estadual e nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
22.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

44.3%

2024

36
45.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

37.0%

2024

33
182.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.3%

2022

24
11.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.2%

2022

20
25.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.122 tCO₂e

2024

74
33.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.183 tCO₂e

2024

86
17.5% no período

Emissões de energia

SEEG

1.317 tCO₂e

2024

97
17.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.