BandeirantesPR

31.807 habitantes · IBGE 4102406

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Resumo socioambiental

Bandeirantes/PR apresenta saneamento básico consolidado, com desempenho acima da mediana nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 93,6% em 2022, acima da mediana brasileira (76,5%) e próxima ao valor do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 76. A coleta de esgoto alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), e o tratamento chegou a 75,2% em 2022, superando amplamente a mediana do país (37,7%), embora abaixo do índice estadual (78,7%) e da série histórica do próprio município, que já registrou 100% em 2015. Essa retração recente no tratamento, combinada à existência de apenas 1 ETE (2020), sinaliza possível limitação de capacidade operacional frente ao crescimento da demanda.

O ponto crítico do dossiê é a perda de água, que atingiu 59,1% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e do próprio estado (29,6%), colocando o município no percentil 92 (pior situação). A trajetória histórica mostra perdas crescentes desde 2008 (43,9%) até patamares acima de 60% em vários anos, indicando ineficiência persistente na distribuição, o que compromete a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura formal de água.

No eixo de resíduos sólidos, o quadro é positivo: 93,0% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 85), e o destino inadequado caiu para 6,7%, redução de 34,5% desde 2010, embora ainda acima do índice estadual (5,6%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões do setor, que somaram 18.886 tCO₂e em 2024, valor três vezes superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o volume gerado per capita ou o tipo de disposição final ainda pressiona o balanço de emissões.

As emissões totais de GEE somaram 227.809 tCO₂e em 2024, estáveis em relação a 2023 mas acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com destaque para energia (55.783 tCO₂e, percentil 72) e resíduos como fontes relevantes. A matriz energética local depende quase exclusivamente de biomassa (9 MW, percentil 63), com participação hidráulica marginal (1 MW). Eventos de cheia foram registrados (2 ocorrências em 2016), sem registros de seca, reforçando a necessidade de atenção à infraestrutura hídrica diante das perdas elevadas de água já identificadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.0%

2024

81
1.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.6%

2024

84
8.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

36.8%

2024

52
55.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.3%

2024

6
23.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.7%

2022

69
34.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

24
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

227.809 tCO₂e

2024

37
0.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.886 tCO₂e

2024

18
2.6% no período

Emissões de energia

SEEG

55.783 tCO₂e

2024

28
6.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.