BanzaêBA

12.309 habitantes · IBGE 2902658

IA

Resumo socioambiental

Banzaê/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 34,2% em 2022, patamar bem inferior à mediana nacional (76,5%) e à média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 8 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A situação se agrava quando observada a série histórica: houve queda de -17,1% desde 2008, com estagnação no valor atual desde 2020. A coleta de esgoto é ainda mais preocupante, tendo recuado de 100% em 2010 para apenas 17,6% em 2021, um retrocesso de -82,4%, enquanto o tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022), muito distante da mediana nacional de 37,7%.

Esse colapso no tratamento de esgoto se relaciona diretamente ao aumento das emissões de resíduos, que cresceram +93,9% desde 2010, chegando a 6.329 tCO₂e em 2024 — valor próximo à mediana nacional, mas com trajetória de alta constante, refletindo o despejo inadequado de efluentes sem tratamento. Também chama atenção a perda de água na distribuição, que subiu para 39,1% em 2022 (percentil 70, pior que a mediana nacional de 29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura hídrica. Em contraste, o indicador de domicílios com coleta de resíduos sólidos mostrou melhora, alcançando 81,9% em 2022 (percentil 60, acima da mediana nacional), com queda do destino inadequado de resíduos de 25,1% para 15,0% no mesmo período — evolução mais favorável, embora ainda próxima à mediana nacional.

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 11.981 tCO₂e (2010) para 45.374 tCO₂e em 2024, alta de +278,7%, com pico de 70.186 tCO₂e em 2023. Apesar do crescimento expressivo, o município permanece no percentil 19 nacional, abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e), sugerindo que a alta é relevante em termos relativos ao próprio histórico municipal, mas ainda contida em comparação nacional. As emissões de energia também dobraram no período (+96,6%), atingindo 8.678 tCO₂e em 2024.

Em síntese, Banzaê enfrenta um cenário de forte deterioração na infraestrutura de saneamento — especialmente água e esgoto —, com efeitos diretos sobre emissões de resíduos e risco à saúde pública. A ausência de registros de cheia e a baixa incidência de seca observada em 2016 não eliminam a vulnerabilidade hídrica estrutural, evidenciada pela combinação de baixa cobertura de água com perdas elevadas no sistema. Investimentos prioritários em ampliação e modernização da rede de água e esgoto são necessários para reverter a trajetória de estagnação e retrocesso observada na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.9%

2024

10
5.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.9%

2024

3
97.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.4%

2024

54
113.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.9%

2022

60
9.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
40.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

45.374 tCO₂e

2024

81
278.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.329 tCO₂e

2024

49
93.9% no período

Emissões de energia

SEEG

8.678 tCO₂e

2024

68
96.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.