Barão de AntoninaSP
3.618 habitantes · IBGE 3505005
Resumo socioambiental
Barão de Antonina/SP apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no tratamento de esgoto contrastando com retrocesso preocupante no abastecimento de água. A cobertura de água caiu de forma abrupta para 60,7% em 2022, uma queda de -24,5% em relação à série histórica, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (95,2%), no percentil 31. Já a coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando mediana nacional (87,8%) e UF (94,6%), e o tratamento de esgoto alcançou 96,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), colocando o município no percentil 88 — resultado notável considerando que o tratamento era inexistente até 2013.
A perda de água na distribuição, de 26,8% em 2022, ainda é significativa mas está levemente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), indicando eficiência operacional mediana apesar da queda na cobertura. Chama atenção a contradição entre o excelente desempenho em coleta/tratamento de esgoto (dados SNIS) e a redução de domicílios com coleta segundo o Censo IBGE, que caiu de 92,4% (2010) para 62,4% (2022), variação de -32,5%, abaixo da mediana nacional (76,9%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo, 0,7% em 2022, bem inferior à mediana nacional (14,9%) e próximo da UF (1,0%), no percentil 5 — o que sugere que a queda na cobertura de coleta não se traduziu necessariamente em piora ambiental grave nesse quesito.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram para 31.627 tCO₂e em 2024, redução de -26,5% frente à série histórica, e o município permanece com nível baixo de emissões absolutas frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 12. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +36,0% no período, atingindo 2.104 tCO₂e em 2024, e as de energia subiram +20,0%, para 2.789 tCO₂e, ambas ainda abaixo das medianas nacionais, mas em trajetória de alta que merece monitoramento, especialmente à luz da queda na cobertura de coleta de resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicativo de estresse hídrico extremo no período disponível.
Em síntese, o município combina infraestrutura de esgotamento sanitário de padrão superior à média nacional com um retrocesso relevante no abastecimento de água e na cobertura de coleta domiciliar, que demandam atenção prioritária dos gestores, especialmente diante do risco de que a queda na cobertura hídrica pressione tanto a saúde pública quanto o consumo energético associado ao sistema de distribuição.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
53.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
95.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
31.627 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.104 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.789 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
