Barão de MelgaçoMT
7.204 habitantes · IBGE 5101605
Resumo socioambiental
Barão de Melgaço/MT apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento e emissões, ambos muito abaixo da média nacional. A cobertura de água caiu de 100,0% (2020) para 45,0% (2022), variação de -55,0%, posicionando o município no percentil 16 nacional (mediana 76,5%, UF 87,2%) — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A coleta de domicílios, embora tenha avançado de 35,5% (2010) para 46,3% (2022), ainda está muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,7%), no percentil 12. O reflexo mais crítico aparece no destino inadequado de resíduos domiciliares: 53,2% dos domicílios (2022), no percentil 94 nacional (mediana 14,9%), indicando que mais da metade da população não tem descarte adequado de dejetos, apesar da melhora frente aos 64,5% de 2010.
Chama atenção a baixa perda de água (5,0% em 2022, percentil 4, muito melhor que a mediana nacional de 29,9%), o que sugere uma rede pequena e talvez pouco abrangente, mais do que eficiente — coerente com a baixíssima cobertura observada. Essa combinação (cobertura restrita + perda mínima) reforça a hipótese de que o sistema de abastecimento é limitado em extensão, não necessariamente bem gerido em termos de infraestrutura ampla.
O indicador mais alarmante é a emissão de GEE, que saltou de 1.669.095 tCO₂e (2010) para 5.600.296 tCO₂e (2024), alta de +235,5%, com picos abruptos em 2020 (5,08 milhões) e 2024, indicativos de eventos de desmatamento ou queimadas concentrados. O município está no percentil 99 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora distante da magnitude da UF (384,8 milhões tCO₂e). Em contraste, emissões de resíduos (2.937 tCO₂e, percentil 24) e de energia (3.139 tCO₂e, percentil 12) são baixas frente ao Brasil, mostrando que o problema climático do município está concentrado no uso da terra, não na gestão urbana de resíduos ou energia.
Não há registros de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), mas a base é antiga e não permite avaliação atualizada de riscos hidroclimáticos. Em síntese, o município enfrenta um desafio duplo: infraestrutura de saneamento deficitária, com forte lacuna em cobertura de água e destinação de resíduos, e uma trajetória de emissões de GEE crescente e concentrada, que exige investigação sobre uso do solo e ações de contenção, dado seu peso desproporcional no cenário nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
45.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
5.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.600.296 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.937 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.139 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
