Barão do TriunfoRS
5.983 habitantes · IBGE 4301750
Resumo socioambiental
Barão do Triunfo/RS apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 12,5% em 2024, posicionando o município no percentil 2 do país — muito distante da mediana nacional (73,2%) e da média gaúcha (86,2%). Embora tenha havido crescimento de +36,3% desde 2010, a série histórica mostra estagnação prolongada entre 2016 e 2021, com leve recuperação recente. A perda de água, de 16,3% em 2024, está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), mas a série é extremamente volátil, com picos de até 41,4% em 2019, sugerindo fragilidade operacional do sistema mais do que eficiência consistente.
O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais crítico. Apenas 29,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), com queda de -11% desde 2010 — percentil 3 nacional, muito aquém da mediana do país (76,9%) e do RS (82,7%). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 57,3% dos domicílios, no percentil 96 nacional (pior situação relativa), contrastando fortemente com a mediana brasileira (14,9%) e especialmente com o RS (4,5%). Essa combinação de baixa cobertura de água e esgoto praticamente ausente configura um risco sanitário e ambiental relevante para a população local.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 73.257 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória oscilante e alta de +37,6% frente a 2010, refletindo picos expressivos em anos como 2013 e 2023. As emissões de resíduos, de 2.563 tCO₂e, cresceram +49,1% no período e guardam relação direta com a ausência de coleta e tratamento adequado de esgoto, reforçando o vínculo entre a lacuna de saneamento e o aumento das emissões setoriais. Já as emissões de energia (5.999 tCO₂e) permanecem estáveis e abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que a matriz energética não é o principal vetor de pressão ambiental do município.
Eventos hidrológicos registrados em 2016 (2 cheias e 1 seca) posicionam o município acima da mediana nacional para cheias (percentil 87), embora com série de dados limitada a um único ano, o que dificulta avaliação de tendência. Em síntese, o principal desafio de Barão do Triunfo é o saneamento básico — especialmente o esgotamento sanitário —, cuja precariedade se reflete tanto em risco à saúde pública quanto no incremento das emissões de resíduos, exigindo investimento prioritário em infraestrutura de água e esgoto para reverter indicadores que colocam o município entre os piores do país nesses quesitos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
12.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
29.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
57.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
73.257 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.563 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.999 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
