BarbacenaMG
129.630 habitantes · IBGE 3105608
Resumo socioambiental
Barbacena apresenta cobertura universal de água em 2022, com 100,0%, resultado muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média mineira (84,3%), colocando o município no percentil 100 do país. Entretanto, esse avanço convive com perda de água elevada, de 44,2% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%) —, indicando ineficiência operacional relevante na distribuição, mesmo após melhora acumulada desde 2008 (-23,3% no período).
O saneamento de esgoto é o principal ponto de atenção. A coleta atingiu 71,6% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), com queda de -13,7% desde 2007, refletindo estagnação estrutural do serviço. O tratamento, embora tenha crescido +112,2% desde 2008, permanece baixo, em 17,9% (2022), aquém da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), compatível com a mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada em Minas Gerais (399 unidades), o que ajuda a explicar o gargalo no tratamento apesar da cobertura de coleta razoável.
Do lado de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: 92,6% de domicílios com coleta (2022, percentil 84) e apenas 3,7% com destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, essa gestão não se traduz em baixas emissões: as emissões de resíduos somaram 96.177 tCO₂e em 2024, no percentil 97 nacional, com apenas 1 unidade de destinação registrada, sugerindo concentração de processamento com forte pegada de carbono.
O quadro de emissões totais é o mais crítico do dossiê. O total de GEE saltou para 1.057.664 tCO₂e em 2024 (+114,9% desde 2010, percentil 90 nacional), impulsionado sobretudo pelo setor de energia, que atingiu 819.628 tCO₂e (+179,8%, percentil 98), superando em muito a mediana nacional (18.929 tCO₂e). Essa trajetória de forte oscilação anual (com pico em 2022 e recuo em 2023) contrasta com a estabilidade da potência hidráulica instalada (4 MW desde 2010, percentil 38), indicando que o crescimento das emissões energéticas não decorre de expansão da geração local, mas de outras fontes ou consumo. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicativo de risco hidrológico extremo no período disponível.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
71.6%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.9%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
44.2%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.057.664 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
96.177 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
819.628 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
