BarbosaSP

5.659 habitantes · IBGE 3505104

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Resumo socioambiental

Barbosa/SP apresenta indicadores de saneamento robustos frente ao cenário nacional, embora com sinais recentes de deterioração operacional. A cobertura de água atingiu 85,1% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%), mas abaixo do patamar de quase 100% mantido pelo município entre 2013 e 2021 — uma queda relevante que coincide com o aumento da perda de água, que saltou de 11,5% (2022) para 16,3% (2023-2024), variação de +31,6%. Ainda assim, essa perda permanece bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (28,2%), posicionando o município no percentil 16 (quanto menor, melhor) para esse indicador.

O saneamento de esgoto mostra o mesmo padrão de recuo após anos de universalização: a coleta caiu de 100% (2021) para 85,1% (2024), retração de 14,9%, e o tratamento recuou de patamares acima de 90% na década anterior para 81,3% em 2024. Mesmo com essa queda, os indicadores de esgoto seguem muito superiores às medianas nacionais (coleta: 59,9%; tratamento: 33,3%), colocando Barbosa nos percentis 76 e 87, respectivamente — desempenho de destaque mesmo frente à média estadual de São Paulo. A existência de apenas 1 ETE (2020) sugere que a operação depende de infraestrutura pontual, o que ajuda a explicar a sensibilidade dos indicadores a variações operacionais. No recorte domiciliar, o destino inadequado de resíduos caiu de 9,9% (2010) para 6,5% (2022), queda de 34,5%, indicador favorável ainda que distante do valor estadual (1,0%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 72.394 tCO₂e em 2024, queda de 6,4% ante 2023 e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional do município. As emissões de resíduos caíram acentuadamente, de 8.317 tCO₂e (2019) para 4.132 tCO₂e (2024), queda de 45,8% — movimento coerente com a manutenção de bons índices de coleta e destinação adequada de esgoto e resíduos domiciliares. Em contraste, as emissões de energia cresceram 28,8% no último ano, para 16.939 tCO₂e, ficando próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que indica esse setor como fonte crescente de pressão nas emissões municipais, merecendo atenção em políticas locais de eficiência energética.

Em síntese, Barbosa mantém posição comparativamente favorável em saneamento e emissões frente ao Brasil e ao estado de São Paulo, mas o recuo simultâneo em cobertura de água, coleta e tratamento de esgoto entre 2022 e 2024 sinaliza possível fragilidade na manutenção ou operação da infraestrutura, tema que demanda monitoramento prioritário pela gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.1%

2024

69
0.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.1%

2024

76
14.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

81.3%

2024

87
0.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.3%

2024

84
31.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.5%

2022

78
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.5%

2022

70
34.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.394 tCO₂e

2024

69
6.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.132 tCO₂e

2024

64
45.8% no período

Emissões de energia

SEEG

16.939 tCO₂e

2024

52
28.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.