BaririSP
32.405 habitantes · IBGE 3505203
Resumo socioambiental
Bariri/SP apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o percentil estadual (95,2%), enquanto a coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021, bem acima da mediana do país (87,8%) e no percentil máximo em relação a São Paulo (94,6%). O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de patamares próximos a 95% (2015-2016) para 80,0% em 2022, ainda supera folgadamente a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (69,6%), posicionando o município no percentil 77. Essa robustez se reflete também nos indicadores domiciliares do Censo: 96,7% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022) e apenas 2,0% apresentam destino inadequado, patamar bem inferior à mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do valor estadual (1,0%).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que chegou a 29,4% em 2022, com viés recente de deterioração (alta de 5,1 pontos percentuais frente a 2021, embora a série mostre queda acumulada de 52,5% desde 2010). Esse nível está próximo da mediana nacional (29,9%) e melhor que a média estadual (32,1%), mas a reversão da tendência de melhora observada entre 2017 e 2019 (quando a perda chegou a 21,6%) merece monitoramento, sobretudo porque o município opera com apenas 1 ETE, no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada média do estado (869 unidades).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 243.605 tCO₂e em 2024, recuo de 4,9% frente a 2023, mas ainda 65º percentil nacional, indicando emissões acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). A composição preocupa: as emissões de energia saltaram +40,6% desde 2010, atingindo 115.970 tCO₂e em 2024, e as de resíduos cresceram 5,9% no último ano (18.714 tCO₂e), mesmo com o saneamento estruturado — sugerindo que o crescimento emissivo está mais associado à matriz energética do que à gestão de esgoto propriamente dita. A geração solar está estagnada em 108 kW desde 2017 (percentil 11 nacional), enquanto a biomassa soma 9 MW (percentil 61), indicando espaço relevante para diversificação da matriz renovável local.
Por fim, o investimento público registrado via PNCP em 2026 é de apenas R$ 42.000, muito aquém da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e do padrão estadual (R$ 244,9 milhões), posicionando o município no percentil 10. Esse valor contrasta com o bom desempenho histórico em saneamento, sugerindo que os investimentos recentes registrados na plataforma não capturam integralmente os aportes que sustentaram a infraestrutura existente, ou que há risco de estagnação futura caso o financiamento não seja retomado, especialmente diante da reversão observada na perda de água e do avanço das emissões de energia.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
96.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
68.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
9 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
108 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
108 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
243.605 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.714 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
115.970 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 42 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
